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‘Um flanelinha no Leblon ganha R$ 4 mil por mês’, diz ministro do Desenvolvimento Regional

·2 min de leitura

Ao ser questionado sobre a taxa de trabalho informal no país, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, afirmou nesta terça-feira que um flanelinha no Leblon pode ganhar até R$ 4 mil por mês.

Em painel no 93º Encontro Nacional da Indústria de Construção, Marinho estava argumentando que há sim um grande número de pessoas na informalidade e que a análise deve levar em conta as diferenças regionais.

— Um flanelinha no Leblon ganha R$ 3 mil, R$4 mil por mês, o flanelinha, mas alguém que tá em Jucurutu no interior do meu estado (Rio Grande do Norte) tangendo animais, ganha R$ 200. É uma realidade completamente diferente, as pessoas têm que compreender isso para poder entender o país — disse o ministro na oportunidade.

Marinho ressaltou que no Brasil sempre houve uma grande massa de pessoas que trabalha na informalidade.

— Nós sempre tivemos pelo menos metade da nossa mão de obra na informalidade, isso não é nenhuma novidade — disse.

O ministro se filiou ao PL nesta terça-feira junto com o presidente Jair Bolsonaro e pretende concorrer nas eleições do próximo ano.

O IBGE divulgou nesta terça-feira que o desemprego caiu no terceiro trimestre em relação ao segundo, mas ainda há 13,5 milhões de pessoas em busca de uma vaga. Além disso, a remuneração média teve uma queda histórica.

Outras falas polêmicas

A afirmação de Rogério Marinho se soma a outras falas polêmicas de integrantes do governo Bolsonaro durante esses últimos anos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse no início de 2020 que quando o dólar estava valendo menos empregadas domésticas estavam indo para a Disney e classificou a época como uma "festa danada".

Guedes também disse, mais de um ano depois, que o Fies bancou universidade "até para filho de porteiro que zerou o vestibular".

Em outra ocasião, o ministro da Economia classificou servidores públicos como parasitas. Recentemente, a fala foi lembrada pelo próprio ministro, que negou ter xingado funcionários públicos.

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