Mercado fechará em 32 mins
  • BOVESPA

    125.777,85
    +725,07 (+0,58%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.946,24
    +677,79 (+1,35%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,09
    +0,02 (+0,03%)
     
  • OURO

    1.796,80
    -5,00 (-0,28%)
     
  • BTC-USD

    40.499,68
    +6.111,18 (+17,77%)
     
  • CMC Crypto 200

    962,06
    +46,57 (+5,09%)
     
  • S&P500

    4.420,76
    +8,97 (+0,20%)
     
  • DOW JONES

    35.130,49
    +68,94 (+0,20%)
     
  • FTSE

    7.025,43
    -2,15 (-0,03%)
     
  • HANG SENG

    26.192,32
    -1.129,66 (-4,13%)
     
  • NIKKEI

    27.833,29
    +285,29 (+1,04%)
     
  • NASDAQ

    15.114,25
    +16,25 (+0,11%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1035
    -0,0181 (-0,30%)
     

Um “enxame” de buracos negros pode estar navegando pela Via Láctea

·3 minuto de leitura
Um “enxame” de buracos negros pode estar navegando pela Via Láctea
Um “enxame” de buracos negros pode estar navegando pela Via Láctea

A hipótese de que vários buracos negros estejam no centro de aglomerados estelares existe há décadas, mas cientistas da Universidade de Barcelona usaram o observatório Gaia, que está mapeando a nossa Via Láctea com maior precisão, e afirmam que o comportamento das estrelas de um desses aglomerados pode ser resultado de interação direta com um ou mais destes corpos ainda desconhecidos.

O aglomerado em questão se chama “Palomar 5”, localizado a mais ou menos 80 mil anos luz de nossa posição e é tido como um “fóssil”, devido ao seu formato esférico e sua altíssima densidade – ambas, características de corpos celestes que praticamente nasceram junto com o universo.

Leia também

Ilustração mostra dois buracos negros em proximidade no espaço.
Aglomerados estelares podem servir de casa para “enxames” de buracos negros, segundo estudo da Universidade de Barcelona. Imagem: Des-Green/Shutterstock

A teoria é a de que esses aglomerados se formaram após “alguma coisa” bagunçar seus movimentos naturais. “Não se sabe, ainda, como esses ‘rios estelares’ nascem, mas uma ideia prevalecente é a de que eles passaram por alguma disrupção”, disse o astrofísico Mark Gieles, da Universidade de Barcelona.

Isso porque o cientista refere-se a dois objetos distintos: “rios estelares” e “aglomerados estelares” são normalmente associados uns com os outros, mas não são a mesma coisa. “Para entender como esses rios se formam, precisamos estudar um que fosse ligado a um sistema estelar. Palomar 5 é o único caso que encontramos, tornando ele um objeto ideal para entender essa formação”.

O aglomerado estelar Palomar 5 está em uma posição única: ele tem uma distribuição de estrelas bem ampla e bem flexível, com um desses “rios” (ou “correntes”, como os cientistas se referem) associados a ele, variando mais de 20 graus no céu. Por isso, Gieles e sua equipe estabeleceram simulações para determinar como as estrelas deste objeto foram parar na posição em que se encontram hoje.

E é aí que entram os buracos negros.

Evidências recentes sugerem que alguns aglomerados estelares trazem buracos negros em suas regiões centrais. E tais objetos são conhecidos por atrapalhar o movimento natural de qualquer estrela que interaja com eles. Gieles os inseriu em suas equações propostas e…o resultado indica que uma população de buracos negros de tamanho e massa estelares explicariam a configuração de Palomar 5 como a conhecemos atualmente.

“O número de buracos negros é mais ou menos três vezes maior que o esperado, considerando o número de estrelas no aglomerado. Isso significa que mais de 20% de toda a massa desse aglomerado é composta de buracos negros”, disse o cientista. “Cada um deles traz massa cerca de 20 vezes maior que a do Sol, e eles nasceram de explosões supernova no fim da vida de estrelas massivas, quando o aglomerado ainda era bem jovem”.

Antecipando o futuro, Gieles afirma que, daqui mais ou menos um bilhão de anos, Palomar 5 será inteiramente dissolvido no “rio estelar”, sendo completamente constituído de buracos negros. Isso, inclusive, já foi afirmado em outros estudos do tipo, que indicam que outros aglomerados estelares no espaço terão o mesmo destino.

“Um grande fator desconhecido desse cenário é ‘quantos buracos negros existem nos aglomerados’, o que é algo difícil de antecipar de forma observacional já que não podemos ‘ver’ buracos negros. Nosso método, porém, nos dá uma forma de descobrir quantos buracos negros existem em um aglomerado ao observarmos as estrelas que eles ejetam”, disse Gieles.

O estudo foi publicado na Nature Astronomy.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos