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Um em quatro alemães diz que violência doméstica é justificável

(Bloomberg) -- Um em cada quatro líderes empresariais alemães afirma que há circunstâncias em que a violência física contra um parceiro é justificada, de acordo com uma pesquisa.

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Cerca de 24% dos gerentes, executivos e proprietários de empresas que participaram do estudo selecionaram pelo menos um motivo que, na opinião deles, torna essa violência aceitável. A pesquisa foi conduzida em julho e agosto por YouGov e Frontline100, uma organização antiviolência doméstica com sede na Alemanha.

Os números surgem à medida que locais de trabalho em todo o mundo tentam lidar com as injustiças sociais e representação insuficiente dentro de suas próprias organizações. Eles também ressaltam a frequência com que a Alemanha fica para trás em relação a outras nações no reconhecimento das desigualdades enfrentadas por grupos vulneráveis, como mulheres e minorias.

A violência doméstica se tornou um problema particularmente predominante durante a pandemia, com muitos países, incluindo a Alemanha, relatando casos crescentes, pois as quarentenas forçaram as pessoas a ficarem em suas casas.

A pesquisa com 753 líderes empresariais e 252 gerentes de RH mostrou que a maioria não acreditava que membros de sua equipe estavam propensos a sofrer violência doméstica. Ao mesmo tempo, dois terços estavam “muito” ou “razoavelmente” confiantes na capacidade de suas organizações de indicar a eles serviços de apoio, caso precisassem.

“As vítimas enfrentam uma loteria sobre a quem deveriam recorrer para obter apoio no trabalho, com grande chance de revelar sua situação a um gerente sênior que acha que elas merecem ser abusadas porque não lavaram a louça na noite passada”, disse Ba Linh Le, pesquisador do Frontline100.

Um artigo de 2019 da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico relatou que 22% das mulheres alemãs disseram ter sofrido violência em um relacionamento pelo menos uma vez na vida, um pouco acima da média da OCDE.

As atitudes das mulheres alemãs sobre o assunto apontam para uma questão mais profunda: quase 20% das mulheres - mais do que em qualquer outro país da Europa - consideram que o marido tem justificativa para bater na esposa, segundo o relatório da OCDE.

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