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Um dia após Moro, Bolsonaro faz novo aceno a militares: 'poucas coisas nos confortaram na Presidência'

·2 min de leitura

RIO — O presidente Jair Bolsonaro aproveitou uma cerimônia militar nesta sexta-feira para fazer mais um aceno a integrantes das Forças Armadas, um dia depois de o ex-ministro Sergio Moro (Podemos) ter avançado em alianças com generais que integraram o governo. Na formatura da Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio, onde Bolsonaro serviu nos tempos de Exército, o presidente referiu-se à tropa como uma das "poucas coisas" que o trouxeram conforto na Presidência.

— Poucas coisas nos confortaram na Presidência. Uma delas é a certeza de ter essa tropa sempre pronta para defender a nossa liberdade, a nossa democracia e a integridade do solo brasileiro. Vocês são a certeza de que poderemos, sim, sonhar com dias melhores. Juntos trabalhamos para entregar no futuro um Brasil melhor do que aquele que recebemos em janeiro de 2019 — afirmou o presidente em rápido discurso.

Bolsonaro também repetiu uma declaração que já havia feito em suas duas participações anteriores na cerimônia da brigada paraquedista, em 2018 e 2019:

— Assim como vocês, saltamos muito pela rampa (do avião). E naquele tempo já pensávamos: vamos, um dia, não só mais saltar da rampa, mas subir a rampa do Planalto central.

Moro, que busca atrair para sua pré-candidatura à Presidência grupos que apoiaram Bolsonaro na última campanha, participou na quinta-feira da filiação ao Podemos do general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz, ex-aliado do presidente. Santos Cruz é cogitado para disputar o Senado pelo Distrito Federal, onde Bolsonaro planeja lançar o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno, ou no Rio, estado em que o vice-presidente Hamilton Mourão avalia se candidatar ao governo ou ao Senado.

O ex-ministro também se encontrou na quinta com o general da reserva Otávio Rêgo Barros, que ocupou a função de porta-voz da Presidência, e tem publicado artigos críticos ao modo de gestão de Bolsonaro.

Após a cerimônia militar desta sexta, Bolsonaro evitou comentar o cenário eleitoral, alegando que deixará o assunto "para outubro de 2022" -- embora já tenha feito seguidas declarações, inclusive em eventos oficiais, sobre a candidatura à reeleição. O presidente também confirmou que "deve assinar na terça" sua filiação ao PL.

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