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UFC Brasília toma forma, mas ainda falta a cereja do bolo

UFC volta a Brasília em março (Ed Ferreira/Brazil Photo Press/LatinContent/Getty Images)

O UFC já bateu o martelo em oito lutas para a próxima viagem ao Brasil, agendada para 14 de março no ginásio Nilson Nelson em Brasília, mas a luta principal segue indefinida.

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A lista de confrontos já anunciados oficialmente empolga, principalmente se comparado ao último show no país, um card que não deu caldo em novembro, em São Paulo. Falta, no entanto, escalar uma estrela de maior nome para liderar o evento.

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O UFC aportou em Brasília duas vezes no passado, em shows liderados por Cris Cyborg e Antônio Pezão contra atletas estrangeiros. Dessa vez, o evento já conta com o popular Johnny Walker e a promissora Amanda Ribas, mas nenhum ainda tem cancha para segurar um evento por si.

Walker teve ascensão meteórica em 2019, mas foi freado por Corey Anderson em novembro. Apesar do rápido nocaute sofrido em Nova York, Walker mostrou que a popularidade segue em alta no país ao ser ovacionado em encontro com fãs no último mês em São Paulo, mas perdeu força para ser main event.

A rival de Ribas, Paige VanZant, é bastante popular nos Estados Unidos. Ela, no entanto, fará em Brasília a última luta de seu contrato com a organização, e possivelmente trocará o UFC pelo Bellator em 2020. Logo, é improvável que o UFC dê a ela uma plataforma desse tipo enquanto ela prepara as malas para deixar a empresa.

Por se tratar de um evento Fight Night, no qual a franquia investe menos se comparado a um card numerado (em pay-per-view), a campeã Amanda Nunes não é opção. Analisando os atletas sem luta agendada no momento, alguns nomes bem colocados em suas categorias no UFC aparecem como alternativas interessantes.

José Aldo ou Marlon Moraes: Os pesos-galo (61kg) se enfrentaram em dezembro, e o resultado por pontos foi motivo de debate por semanas. Ambos estão (aparentemente) saudáveis e já lideraram cards do UFC no Brasil, logo poderiam receber a missão. Aldo disse ao blog que aceitaria voltar ao octógono em março, mas tenta convencer Dana White a lhe dar uma chance ao cinturão de Henry Cejudo, o que inviabilizaria sua participação no evento, já que Cejudo ainda se recupera de lesão no ombro. Que tal Moraes contra Petr Yan?

Jéssica Andrade: A ex-campeã dos palhas (52kg) perdeu a majestade em agosto, nocauteada pela chinesa Weili Zhang, mas ganhou muita popularidade e sua terra natal e nos Estados Unidos com o chocante nocaute sobre Rose Namajunas, no Rio de Janeiro. O blog apurou que foi cogitada uma revanche entre ela e Namajunas em março nos Estados Unidos, uma semana antes do show de Brasília, mas a norte-americana não se interessou. Um confronto com Michelle Waterson faria sentido e poderia vender bem.

Charles do Bronx: O peso-leve (70kg) de São Paulo vem em excelente fase, liquidando os seis rivais que enfrentou nos últimos 18 meses, e aguarda uma grande oportunidade no octógono. O blog apurou que o paulista gostaria de enfrentar Kevin Lee, mas não negaria chances contra Edson Barboza e Al Iaquinta no main event de Brasília.

Glover Teixeira: Nascido em Minas Gerais, Teixeira teve um ano perfeito em 2019 ao bater três rivais e se recolocar entre os melhores da categoria meio pesado (93kg). Embora não seja adepto de firulas para promover lutas, Teixeira faz parte do UFC desde 2012 e tem nome forte o bastante para atrair audiência na transmissão norte-americana. Teixeira disse ao blog que quer enfrentar Anthony Smith, mas o norte-americano não toparia enfrentá-lo no Brasil. O suíço Volkan Oezdemir, que vem de dois triunfos no UFC, poderia ceder.

Demian Maia: O paulista de fala mansa também teve um 2019 irretocável, dando a volta por cima na carreira com três triunfos entre fevereiro e outubro. O último, aliás, foi eleito pelo blog a melhor finalização de 2019. A franquia cogitou colocá-lo contra Gilbert Durinho em Brasília, mas sair de um rival popular como Ben Askren para enfrentar alguém menos ranqueado não fazia sentido na reta final de sua carreira. Duelos com Stephen Thompson ou Santiago Ponzinibbio dariam excelentes combates no Distrito Federal.

Vicente Luque: Nascido nos Estados Unidos mas com raízes em Brasília, Luque era barbada no card da capital, mas decidiu tirar um tempo de descanso após uma agenda cheia que terminou com uma batalha de três rounds com Stephen Thompson. Ele disse ao blog que só pretende voltar ao octógono no final do primeiro semestre, mas mudaria seus planos por uma oportunidade muito grande. Um duelo com Brasil x Argentina com o “Gente Boa” Ponzinibbio poderia dar caldo, mas seria o bastante para convencê-lo?

O card atual do UFC Brasília inclui as seguintes lutas:

Johnny Walker x Nikita Krylov
Amanda Ribas x Paige VanZant
Antônio Cara de Sapato x Brad Tavares
Maryna Moroz x Mayra Sheetara
Elizeu Capoeira x Alexey Kunchenko
Rani Yahya x Enrique Barzola
Veronica Macedo x Bea Malecki
Jussier Formiga x Brandon Moreno

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