Mercado fechado
  • BOVESPA

    120.061,99
    -871,79 (-0,72%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.528,97
    +456,35 (+0,95%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,68
    -0,99 (-1,58%)
     
  • OURO

    1.784,20
    +5,80 (+0,33%)
     
  • BTC-USD

    54.637,11
    -1.355,32 (-2,42%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.246,54
    +12,12 (+0,98%)
     
  • S&P500

    4.134,94
    -28,32 (-0,68%)
     
  • DOW JONES

    33.821,30
    -256,33 (-0,75%)
     
  • FTSE

    6.889,96
    +30,09 (+0,44%)
     
  • HANG SENG

    28.621,92
    -513,81 (-1,76%)
     
  • NIKKEI

    28.508,55
    -591,83 (-2,03%)
     
  • NASDAQ

    13.767,00
    -27,25 (-0,20%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6710
    -0,0315 (-0,47%)
     

UE sofre atraso na entrega de vacinas AstraZeneca, recomendado pela OMS em meio a polêmicas sobre efeitos colaterais

las oficinas de la AFP en el mundo
·4 minuto de leitura

A gigante farmacêutica AstraZeneca anunciou neste sábado (13) um novo atraso nos envios de suas vacinas anticovid-19 para a União Europeia, um novo golpe aos esforços para acelerar a vacinação, enquanto persistam os temores sanitários sobre este produto defendido pela OMS.

A companhia anglosueca alegou problemas de produção e restrições de exportação para justificar os atrasos.

Vários países suspenderam nesta semana a aplicação do produto da AstraZeneca por medo da formação de coágulos de sangue, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter garantido na sexta-feira que não há motivo para deixar de usar esta vacina contra a covid-19, doença que já causou mais de 2,6 milhões de mortes no planeta.

Dinamarca, Noruega, Islândia e Bulgária suspenderam por "precaução" as aplicações da AstraZenaca, e neste sábado a Índia anunciou que realizará uma revisão mais profunda dos efeitos colaterais deste imunizante.

A Noruega anunciou que detectou hemorragias cutâneas em alguns pacientes com menos de 50 anos, embora sem estabelecer uma causa direta com o medicamento.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) defendeu na sexta-feira a adição de alergias graves à lista de possíveis efeitos colaterais da vacina.

A República Democrática do Congo também anunciou neste sábado que vai adiar a campanha de vacinação contra a covid-19 que começaria em 15 de março com doses da AstraZeneca, "como medida de precaução". A Tailândia fez o mesmo.

- Reduzir entregas -

Sobre os atrasos de suas entregas, a AstraZeneca explicou neste sábado que decidiu recorrer aos seus centros de produção fora da UE para abastecer o bloco, mas "infelizmente, as restrições de exportação reduzirão as entregas no primeiro trimestre" e "provavelmente" no segundo, disse um porta-voz do grupo.

A AstraZeneca começou a distribuir suas vacinas para a UE em fevereiro e seu objetivo era entregar 100 milhões de doses no primeiro semestre de 2021 (30 milhões no primeiro trimestre, 70 milhões no segundo).

A Comissão Europeia quer que antes do fim do verão boreal 70% dos europeus estejam vacinados.

A Itália, que esta semana superou a barreira das 100.000 mortes por covid-19, registra uma forte alta nos números de contaminações e óbitos.

Na França, a situação na região mais povoada do país, a Ile de France, onde se encontra Paris, preocupa as autoridades devido à saturação dos hospitais. Neste sábado começaram as primeiras evacuações de doentes de covid-19 para outras regiões menos afetadas.

"Estamos no limite", afirmou o primeiro-ministro francês, Jean Castex. Na sexta, a França superou a marca de 90.000 mortes pela pandemia.

Em paralelo, cinco países europeias -Áustria, República Tcheca, Eslovênia, Bulgária e Letônia- pediram que os 27 países membros da União Europeia (UE) debatessem "o quanto antes" sobre as "enormes disparidades" na distribuição de vacinas no bloco.

O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, conversou na véspera com alguns países membros da UE -que não mencionou- sobre negociar nos bastidores contratos com laboratórios.

A UE está atrás dos Estados Unidos, Israel e Reino Unido no número de vacinados.

Nos Estados Unidos, o país mais afetado pela pandemia com 534.275 mortes, quase 20% da população já recebeu pelo menos uma dose da vacina e mais de 100 milhões já foram administradas - 30% do total mundial.

Esta nova situação transparece nos aeroportos: na sexta-feira, mais de 1,35 milhão de passageiros passaram pelos terminais aéreos americanos, o maior número desde 15 de março de 2020, quando o total de viajantes foi de 1,5 milhão.

- Lula vacinado -

As autoridades de saúde do Brasil autorizaram na sexta-feira o uso definitivo da vacina da AstraZeneca, alegando que seus "benefícios superam os riscos".

O produto da AstraZeneca já havia sido aprovado no país para uso emergencial, destinado aos grupos prioritários.

Sua aprovação definitiva permitirá agora usá-lo de forma generalizada, em um momento em que o Brasil, onde o coronavírus deixa mais de 275.000 mortes, enfrenta uma virulenta segunda onda da pandemia.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 75 anos, recebeu neste sábado a primeira dose da vacina chinesa Coronavac.

Honduras recebeu 48 mil doses do medicamento AstraZeneca neste sábado.

No Paraguai, a polícia e os militares começaram a aplicar controles noturnos para prevenir infecções, cuja propagação se intensificou nos últimos 10 dias.

- Tragédia na Jordânia -

Sete pacientes com covid-19 em um hospital perto de Amã morreram neste sábado por falhas no fornecimento de oxigênio, causando uma grande comoção no país e enfurecendo o rei em pleno repique da epidemia do coronavírus na Jordânia.

Abdullah II, vestido com uniforme militar, foi ao hospital de Salt, a 30 km da capital. Pelas imagens veiculadas pela televisão, ele pediu a demissão do diretor após manifestar seu descontentamento.

"Como algo assim pode acontecer aqui? Como é que não há oxigênio neste hospital? Isso é inaceitável", gritou o governante, visivelmente irritado, ao diretor Abdel Razak al Khachman.

burs/jz/eg/aa/ap/am