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UE se prepara para considerar 'verdes' o gás e a energia nuclear

·3 min de leitura
(Arquivo) Ciclista passa diante de usina nuclear em Grohnde, na Alemanha, em 19 de agosto de 2010 (AFP/PETER STEFFEN)

A Comissão Europeia revelou, na noite de sexta para sábado (1º), um projeto para classificar como "verdes" as centrais nucleares e de gás, com o objetivo de facilitar o financiamento de instalações que contribuam para a luta contra a mudança climática.

A proposta de texto, debatida há meses e ainda provisória, foi enviada pelos Estados-membros em 31 de dezembro, pouco antes da meia-noite, assinalaram à AFP diversas fontes.

A Comissão "iniciou ontem (sexta-feira) consultas sobre um projeto de texto" para incluir "algumas atividades de gás e nucleares" na sua taxonomia verde, confirmou este órgão executivo da União Europeia (UE) em comunicado.

O documento fixa os critérios que permitirão classificar como "sustentáveis" os investimentos em usinas nucleares e de gás para a produção de energia, com o objetivo de reorientar as "finanças verdes" para atividades que contribuem na redução dos gases de efeito estufa.

O projeto se enquadra na meta de neutralidade de carbono da UE para 2050.

A França, que pretende relançar seu setor nuclear - uma fonte de energia estável e descarbonizada - e países da Europa Central como Polônia e República Tcheca, que devem substituir suas centrais de carbono mais poluentes, apoiam o texto.

Essa classificação permitiria uma redução dos custos de financiamento, um aspecto fundamental para que os países decidam apostar em projetos deste tipo.

Os ambientalistas, por outro lado, se opõem ao reconhecimento das centrais de gás, que emitem CO2, e da energia nuclear, por sua produção de resíduos radioativos.

Poucos países do bloco, como a Alemanha, decidiram abandonar a energia nuclear em definitivo.

A ministra do Meio Ambiente da Alemanha, Steffi Lemke, reagiu ao grupo de mídia Funke de seu país, considerando o projeto da Comissão "um erro".

A tecnologia nuclear "que pode causar catástrofes ambientais devastadoras, no caso de um acidente grave, e (...) deixar grandes quantidades de lixo radioativo e perigoso, não pode ser sustentável", considerou Lemke.

Os apoiadores do gás e da energia nuclear coincidem em argumentar que as energias de fontes renováveis (eólica, solar, etc.), já classificadas como "verdes" pela Comissão, sofrem com a produção intermitente e não permitirão o fornecimento de energia a baixo custo nos próximos anos.

O texto, que foi consultado pela AFP, estabelece as condições para a inclusão da energia nuclear e do gás, em particular um limite de tempo.

Para a construção de novas usinas atômicas, os projetos precisariam obter autorização antes de 2045. Além disso, as obras para ampliar a vida útil das centrais existentes teriam que ser autorizadas antes de 2040.

Também serão exigidas garantias quanto ao tratamento de resíduos e ao desmantelamento de instalações nucleares em final de vida útil.

No caso do gás, classificado como "fonte de energia de transição", os investimentos em usinas que emitem pouco CO2 serão reconhecidos como "sustentáveis".

A Comissão estabelece limites drásticos: menos de 100 gramas de CO2 por kWh, algo considerado inatingível por especialistas com as tecnologias atuais.

No entanto, está previsto um período de transição: as usinas que obtiverem a licença de construção antes de 31 de dezembro de 2030 terão um limite de 270 gramas de CO2 por kWh, desde que substituam a infraestrutura existente (muito mais poluente) e respondam a uma série de critérios.

aro/jug/aoc/eg/rpr/mr

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