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UE sanciona autoridades da China e recebe resposta de Pequim

Christian SPILLMANN, Aldo GAMBOA
·3 minuto de leitura
El jefe de la diplomacia europea, el español Josep Borrell, en Bruselas, el 22 de marzo de 2021

A União Europeia (UE) sancionou nesta segunda-feira (22) autoridades chinesas por violações aos direitos humanos contra a população uigur, um gesto que provocou a reação imediata de Pequim, que publicou sua própria lista de sanções contra legisladores e acadêmicos europeus.

O Diário Oficial da UE publicou hoje os nomes de quatro autoridades da região autônoma de Xinjiang identificados como responsáveis pela repressão e maus-tratos a membros da minoria muçulmana dos uigures.

As sanções adotadas pelos ministros das Relações Exteriores dos 27 países europeus são as primeiras que a UE adotou contra autoridades chinesas desde a sangrenta repressão na Praça da Paz Celestial (Tiananmen) em 1989.

As sanções europeias consistem na proibição de viajar para a UE e no congelamento de bens detidos na União Europeia.

Imediatamente, o governo chinês publicou uma lista de 10 cidadãos europeus, que inclui parlamentares e quatro entidades sujeitas a sanções.

Em um comunicado, o ministério das Relações Exteriores da China observou que as sanções europeias constituíam uma "interferência grosseira" em seus assuntos internos.

"Este gesto, baseado em nada além de mentiras e desinformação, descarta e distorce os fatos", além de afetar a relação entre a UE e a China, declarou o ministério das Relações Exteriores.

Os europeus e suas famílias serão proibidos de permanecer na China, Hong Kong e Macau.

A medida diz respeito também ao Comitê Político e de Segurança, órgão que reúne os embaixadores dos Estados-membros em Bruxelas e que preparou as sanções.

A UE sancionou o ex-secretário do Comitê de Assuntos Políticos e Jurídicos de Xinjiang, Zhu Hailun, bem como três outros funcionários da mesma região autônoma.

Em contrapartida, a lista dos sancionados pela China inclui cinco eurodeputados - o francês Raphael Glucksmann, os alemães Reinhard Butikofer e Michael Gahler, o búlgaro Ilhan Kyuchyuk e a eslovaca Miriam Lexmann - além do acadêmico alemão Adrian Zenz, entre outros.

"Não estou surpreso (...) dado o meu papel em revelar a extensão das violações dos direitos humanos em Xinjiang", disse Zenz à AFP.

O governo holandês convocou o embaixador chinês na Holanda pelas sanções chinesas contra seu deputado Sjoerd Sjoerdsma.

"É terrível. Provoca calafrios ver que um regime ditatorial pode atacar um parlamento e sua família desta forma", disse à AFP o deputado belga Samuel Cogolati, uma das personalidades sancionadas.

"Essas intimidações, essas ameaças, não vão nos deter, pelo contrário! Elas fortalecem nossa determinação de lutar pela democracia em Hong Kong, Tibete ou Xinjiang, onde vemos que campos de concentração estão se desenvolvendo para prender os uigures", afirmou.

"É hora de quebrar um silêncio europeu que durou muito tempo, um silêncio que se tornou cúmplice ao longo do tempo", concluiu.

O eurodeputado francês Raphaël Glucksmann, que está empenhado na defesa dos uigures, disse estar lisonjeado com a decisão das autoridades chinesas.

"Soube que sou alvo de sanções chinesas, banido do território chinês (assim como toda a minha família!) e proibido de qualquer contato com instituições oficiais e empresas chinesas em minha defesa do povo uigur: é minha legião de 'honra'", escreveu no Twitter.

"A resposta cada vez mais firme da China às sanções da UE é ridícula. A China está conseguindo virar os quatro principais grupos políticos no Parlamento Europeu contra ela de uma só vez", comentou outro eurodeputado alemão, Reinhard Butikofer.

As sanções europeias anunciadas hoje também incluem o general Min Aung Hlaing, chefe da Junta militar em Mianmar, "responsável por tomar decisões sobre as funções do Estado e, portanto, responsável por sabotar a democracia e o Estado de Direito", segundo o texto.

Duas autoridades da região russa da Chechênia também foram punidas.

Em ligação telefônica com o presidente do Conselho Europeu, o presidente russo, Vladimir Putin, criticou a política de "confronto" adotada pela UE.

ahg/mb/mr