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UE retoma campanha de vacinação após caos sobre vacina da Astra

Ian Wishart, Suzi Ring e Marthe Fourcade
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Os esforços da Europa para acelerar a campanha de vacinação contra a Covid-19 agora enfrentam o obstáculo dos danos à confiança da população, após uma semana caótica de suspensões de vacina, temores de efeitos colaterais e ameaças de proibição de exportação.

Países da União Europeia, como Alemanha, França e Espanha, voltaram a usar a vacina da AstraZeneca depois da suspensão temporária para investigar casos de coágulos sanguíneos possivelmente relacionados ao imunizante. Mas, embora a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) tenha liberado o uso da vacina, o receio dos cidadãos pode persistir.

Líderes da UE, cientes do golpe na confiança, estão se vacinando para mostrar que é seguro: o primeiro-ministro francês, Jean Castex, agendou sua vacinação para sexta-feira. A confiança da população é crucial para a UE, que busca acelerar a campanha de vacinação que está atrasada em relação aos EUA e ao Reino Unido. A rapidez no aumento de casos e o anúncio de lockdown de quatro semanas em algumas partes da França destacam a urgência da ameaça.

Na Alemanha, o ministro da Saúde, Jens Spahn, disse na sexta-feira que o país está na “terceira onda da pandemia”. A Alemanha registra o maior aumento de casos em dois meses, perto de um nível que pode levar a novas restrições.

O Reino Unido não suspendeu a vacina da Astra, mas também busca prevenir qualquer dano à sua campanha. O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, que recebeu tratamento para a Covid no ano passado, será vacinado e disse que “certamente” será com a vacina da Astra.

Na Itália, antes da suspensão formal, relatos iniciais de mortes de pessoas imunizadas tiveram repercussões imediatas. Um centro de vacinação na pequena cidade de Villorba, no norte da região de Vêneto, disse que as pessoas deixaram de comparecer às consultas.

Autoridades da UE buscam se concentrar no segundo trimestre, quando as entregas de vacinas devem aumentar rapidamente. O bloco aprovou quatro imunizantes para uso.

“Podemos ver que o ambiente político está um pouco ansioso, muito nervoso em avançar”, disse Maria Demertzis, vice-diretora do think tank Bruegel, em Bruxelas, em entrevista à Bloomberg Television. “Não acho que isso terá um efeito duradouro. Em um mês, veremos uma aceleração das estratégias de vacinação na UE e, até lá, as coisas vão se acalmar um pouco.”

O anúncio da reguladora de medicamentos da UE coroou alguns dias tumultuados sobre a segurança da vacina da Astra. Mas, embora a EMA tenha liberado o uso, disse que não pode descartar totalmente a relação com alguns casos raros de coágulos no sangue.

A advertência da EMA sobre a questão da coagulação pode prolongar as incertezas em torno do imunizante da AstraZeneca, presentes desde a fase de ensaios, quando um erro de dosagem e intervalos diferentes entre as duas doses criaram confusão. Suécia, Dinamarca e Noruega mantiveram as suspensões enquanto aguardam revisões internas.

Na quinta-feira, a diretora executiva da agência, Emer Cooke, buscou dissipar as dúvidas ao destacar a maior ameaça representada pelo coronavírus.

“Esta pandemia está custando vidas”, disse. “Temos vacinas seguras e eficazes que podem ajudar a prevenir mortes e hospitalizações. Precisamos usar essas vacinas.”

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