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UE reduz sua previsão de crescimento em 2021 para 3,8%

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O comissário da UE para 'Economia', Paolo Gentiloni, na sede da UE em Bruxelas, em 11 de fevereiro de 2021.

A União Europeia (UE) reduziu, nesta quinta-feira (11), sua previsão de crescimento econômico para 2021 a 3,8% - contra 4,2% em novembro, embora tenha expressado "otimismo cauteloso" em uma recuperação mais rápida do que o esperado a partir do segundo semestre do ano.

De acordo com seu relatório mais recente, a UE considerou que as perspectivas de curto prazo são fracas "porque a pandemia aumentou seu controle sobre o continente", mas também confiou que a economia europeia atingirá níveis pré-crise sanitária mais cedo do que o esperado se houver campanhas de vacinação generalizadas.

“O crescimento econômico deve se recuperar novamente na primavera [boreal] e ganhar impulso no verão [julho a setembro], conforme os programas de vacinação progridam e as medidas de confinamento se tornem mais flexíveis”, diz o relatório.

Além disso, "uma previsão melhorada da economia global apoiará essa recuperação". Economistas da UE, no entanto, observaram que o impacto da pandemia "permanece desigual" nos Estados do bloco "e a velocidade da recuperação também deve variar significativamente".

Apoiada por este impulso esperado a partir do segundo semestre deste ano - pelas campanhas de vacinação e pelo relaxamento das medidas de confinamento - a UE modificou a tendência prevista para o crescimento do PIB em 2022.

A projeção de 3,8% para o próximo ano é a mesma de 2021, mas representa uma melhora em relação à expectativa anunciada em novembro, que era de 3,0%.

No entanto, o documento menciona a persistência do risco de aumento do número de infecções "em consequência de novas variantes do coronavírus" ou de um avanço muito lento das campanhas de vacinação, o que atrasaria o levantamento das medidas de contenção.

Além disso, o relatório alerta que “as grandes divergências” entre países “observadas desde o início da crise podem se aprofundar e levar a uma fragmentação que afetaria o funcionamento do mercado interno”.

“A crise pode deixar cicatrizes profundas no tecido da sociedade e da economia europeias, por meio de falências generalizadas e perda de empregos”, destaca o documento entre os riscos.

Ele também menciona que uma retomada gradual da atividade econômica exigirá "estratégias cuidadosamente elaboradas" para os programas de apoio, pois uma "retirada prematura" pode aumentar os riscos.

Em relação à inflação, a UE previa em janeiro que fecharia 2021 em 1,1%, mas agora elevou essa expectativa para 1,4%, mas manteve a projeção de 1,3% para 2022.

Em nota, o comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, destacou que a economia europeia pode atingir níveis pré-pandêmicos mais cedo do que o esperado, “mas a perda de produção em 2020 não se recuperará tão rapidamente, nem no mesmo ritmo” no bloco.

Segundo Gentiloni, os europeus ainda estão "sob o doloroso controle da pandemia. (...) E ainda há uma luz no fim do túnel".

ahg/pc/jc