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UE poderia conceder equivalência limitada ao Reino Unido

Ania Nussbaum
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O secretário de Estado da França para Assuntos Europeus acredita que a União Europeia pode conceder alguma forma de equivalência que permitiria ao setor financeiro do Reino Unido fazer negócios no continente, embora em âmbito limitado.

“Provavelmente haverá equivalência parcial, talvez no fim do semestre”, ou meados de 2021, disse Clément Beaune em entrevista na quarta-feira.

Beaune também alertou que o processo não marcaria um retorno ao tipo de acesso que a City of London tinha antes do Brexit. “Será revogável, provisório, unilateral por parte da UE. Portanto, de forma alguma é o mesmo quadro jurídico”, disse.

Ainda assim, a possibilidade de até mesmo uma forma limitada de equivalência ser concedida difere de alguns comentários recentes. Beaune e Michel Barnier, o negociador-chefe para o Brexit da UE, alertaram anteriormente que o bloco não terá pressa em conceder às empresas financeiras do Reino Unido livre acesso ao mercado único do bloco. O presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, criticou a abordagem do bloco.

O Reino Unido está cada vez mais frustrado com a relutância da UE em conceder regras de equivalência que permitiriam às empresas financeiras com sede em Londres operarem no bloco após o acordo comercial do Brexit, que em grande parte excluiu o setor financeiro. A falta de um acordo colocou sob ameaça o domínio de Londres no setor financeiro europeu.

Beaune tem peso estratégico no governo da França. Ele trabalhou na campanha presidencial de Emmanuel Macron em 2017 antes de aconselhar o líder francês sobre assuntos da UE. O secretário, de 39 anos, teve um papel central em convencer a Alemanha a aumentar a dívida comum com o bloco no ano passado, antes de ser nomeado em julho. Como defensor ativo do bloco, Beaune está especialmente envolvido nas negociações do Brexit. O gabinete do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, até reclamou para Macron sobre os tuítes do secretário.

Depois do Brexit, o Reino Unido perdeu o “passaporte financeiro” que permitia às empresas fazer negócios praticamente com qualquer estado membro, sem ter que abrir um escritório local e obter aprovações em cada país. Em contraste, a equivalência é uma decisão fragmentada que permite ao Reino Unido vender alguns serviços ao bloco.

Há uma ampla gama de regras diferentes para produtos financeiros diferentes, e Beaune pediu uma “revisão rigorosa” pela UE, segmento por segmento, dos compromissos do Reino Unido sobre regulamentação financeira. Ele insistiu que não há “nenhuma emergência” para a UE finalizar o processo.

“O Brexit não pesa na competitividade do Reino Unido, nem em seu setor financeiro”, disse Beaune, “mas de fato cria incerteza”.

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©2021 Bloomberg L.P.