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UE planeja emitir mais de US$ 100 bi em títulos sociais

Ruben Munsterman e Jill Ward
·1 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A União Europeia está pronta para fazer uma incursão no mercado de títulos sociais, que já multiplicou por quatro neste ano para financiar projetos destinados a ajudar países a se recuperarem da pandemia de coronavírus.

A primeira emissão de títulos sociais do bloco deve ocorrer na segunda quinzena de outubro, como parte de uma dívida de até 100 bilhões de euros (US$ 118 bilhões) para financiar regimes de trabalho de curto prazo. Com a necessidade de fazer empréstimos para enfrentar o impacto do vírus, esse tipo de dívida mostra o crescimento mais rápido neste ano em financiamento sustentável.

“Obviamente, estamos financiando despesas sociais e, portanto, estaremos em posição de emitir títulos que se qualifiquem como títulos sociais”, disse Gert Jan Koopman, diretor-geral de orçamento da Comissão Europeia. “E isso é significativo, devido aos volumes em questão. Com isso, provavelmente quase triplicaríamos os mercados de títulos sociais da UE por meio deste programa.”

As vendas de títulos de dívida para projetos que visam ajudar a sociedade somam um recorde de US$ 72 bilhões neste ano, quatro vezes o total em 2019, elevando a emissão total acumulada para US$ 117 bilhões. Duas agências estatais francesas são as maiores emissoras até agora.

A UE pediu que o Barclays, Deutsche Bank, DZ Bank e HSBC realizassem uma teleconferência na quarta-feira com investidores sobre os planos de emissão, no âmbito do programa para mitigar os riscos de desemprego em caso de emergência. No total, a UE planeja um fundo de recuperação da pandemia de 750 bilhões de euros, com outra grande parte proveniente de seus primeiros títulos verdes.

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