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UE pede ao Reino Unido que dê os 'passos necessários' para acordo pós-Brexit

Aldo GAMBOA
·3 minutos de leitura
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson

UE pede ao Reino Unido que dê os 'passos necessários' para acordo pós-Brexit

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson

A União Europeia propôs, nesta quinta-feira (15), manter as negociações com o Reino Unido para um acordo sobre a relação pós-Brexit, mas atribuiu a Londres a responsabilidade de dar "os passos necessários" para um entendimento, em um gesto que o governo britânico considerou decepcionante.

No primeiro dia de uma cúpula em Bruxelas para discutir este assunto, os 27 líderes europeus encontraram um equilíbrio delicado entre firmeza e abertura para manter contatos.

O governo britânico, no entanto, não escondeu sua decepção com essa conclusão e adiantou que na sexta-feira pode decidir se continuará ou não nas mesas de negociação.

O Reino Unido deixará a união aduaneira em 31 de dezembro deste ano. Londres e Bruxelas tentam, desde o início de 2020, chegar a um acordo sobre como funcionará sua relação a partir de 2021.

Em todo caso, este acordo ainda deve ser ratificado por Londres e pelas 27 capitais europeias antes do final do ano. Por isso, os negociadores estão em uma corrida desesperada contra o relógio.

Pouco depois das conclusões da cúpula em Bruxelas, o principal negociador britânico, David Frost, disse no Twitter que está "surpreso pela UE não se comprometer mais a trabalhar intensamente" na formação de um acordo e pelos 27 pedirem mais esforços a Londres.

Frost afirmou que o governo de Johnson analisará nesta sexta a situação antes de decidir como proceder com as negociações.

"O Conselho Europeu convida o negociador-chefe a prosseguir as negociações nas próximas semanas e apela ao Reino Unido para que tome as medidas necessárias para tornar possível um acordo", assinala o ponto 5 das conclusões sobre o Brexit.

Os dirigentes também alertaram os países-membros a "aumentarem o ritmo dos trabalhos preparatórios, em todos os níveis", para qualquer cenário, inclusive aquele em que não haja acordo entre Londres e as capitais europeias.

- Evitar uma ruptura -

De acordo com as conclusões, os líderes expressaram sua preocupação "porque os progressos realizados em temas de interesse da UE ainda são insuficientes para se chegar a um acordo".

Embora o documento agora coloque a responsabilidade por um acordo sobre os ombros dos líderes britânicos, as autoridades europeias abriram um caminho para tentar evitar uma ruptura brutal.

Por isso, não pediram apenas ao principal negociador, o francês Michel Barnier, que continue a discutir "nas próximas semanas", mas também mencionaram a determinação da UE de ter "uma parceria o mais próxima possível" com o Reino Unido.

Em uma coletiva de imprensa, Barnier propôs iniciar uma nova rodada de negociações em Londres na próxima semana, em uma tentativa de alcançar um acordo ainda neste mês.

As três principais preocupações da Europa para fechar um acordo giram em torno de regras de concorrência, resolver como essas regras serão controladas e garantir o acesso às águas britânicas para as frotas de pesca da UE. 

Em relação ao enquadramento jurídico da ruptura, o chefe do Conselho Europeu, Charles Michel, disse que o Reino Unido deveria aplicar o Acordo de Retirada plenamente "e ponto final", em referência às mudanças unilaterais implementadas por Johnson.

De acordo com Barnier, a UE estava pronta para um "esforço razoável" sobre a questão dos direitos de pesca.

O negociador europeu comentou que a lacuna que separa as posições nas três questões ainda é muito grande para haver um acordo à vista.

Logo após o início formal da cúpula, Von der Leyen surpreendeu, ao anunciar sua retirada imediata das reuniões, devido a um caso positivo de coronavírus em sua equipe.

ahg/mar/mr/tt/aa/mvv