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UE fecha acordo para ampla legislação climática para acelerar cortes de emissões

Kate Abnett
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(.)

Por Kate Abnett

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia fechou um acordo nesta quarta-feira para uma histórica lei de mudança climática que coloca novas e mais rígidas metas de redução da emissão de gases de efeito estufa no centro de todas as políticas do bloco.

O acordo chega a tempo da reunião de cúpula de líderes mundiais organizada pelo governo dos Estados Unidos na quinta e na sexta-feira, quando a UE e outras potências globais irão promover suas promessas de proteger o planeta.

A lei climática europeia norteará as regulamentações do bloco nas próximas décadas. Inclui a meta de reduzir as emissões líquidas em pelo menos 55% até o final da década em relação aos níveis de 1990 -- abaixo da meta de 60% buscada pelo Parlamento Europeu -- para orientá-la no sentido de atingir zero emissões líquidas até 2050.

Se adotado globalmente, o caminho líquido zero até 2050 limitaria os aumentos da temperatura global a 1,5 grau acima dos níveis pré-industriais e evitaria os piores impactos das mudanças climáticas.

Após meses de disputas e uma noite inteira de conversas na terça-feira, os negociadores que representam o Parlamento Europeu e os 27 governos da UE concluíram a lei. O acordo ainda precisa da aprovação formal de parlamentos e governos nacionais.

"Este é um momento marcante para a UE", disse o chefe da política climática do bloco, Frans Timmermans, em comunicado.

A meta de reduzir as emissões líquidas em toda a UE em pelo menos 55% até 2030, em relação aos níveis de 1990, substitui a meta anterior de redução de pelo menos 40%. Em 2019, as emissões da UE já eram 24% menores do que em 1990.

A meta prepara terreno para um pacote de regulamentações da UE, previsto para junho, para reduzir as emissões, incluindo propostas para renovar o mercado de carbono da UE, padrões mais rígidos de CO2 para carros e uma tarifa de fronteira para impor custos de CO2 nas importações de produtos poluentes.

Os negociadores concordaram em limitar a quantidade de remoções de emissões que podem ser contadas para a meta de 2030, a 225 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

O objetivo é garantir que a meta seja cumprida cortando as emissões de setores poluentes, em vez de depender da remoção de CO2 da atmosfera por meio de florestas que absorvem carbono.

(Reportagem adicional de Philip Blenkinsop)

((Tradução Redação Brasília; 55 61 3329-6330))

REUTERS MCM AAP