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UE e Reino Unido mantêm sérias divergências para um acordo pós-Brexit

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O negociador chefe da União Europeia para o Brexit, Michel Barnier, usando uma máscara facial, após uma entrevista coletiva no primeiro dia da cúpula da União Europeia (UE) no Edifício do Conselho Europeu em Bruxelas, em 15 de outubro de 2020
O negociador chefe da União Europeia para o Brexit, Michel Barnier, usando uma máscara facial, após uma entrevista coletiva no primeiro dia da cúpula da União Europeia (UE) no Edifício do Conselho Europeu em Bruxelas, em 15 de outubro de 2020

Negociadores da União Europeia (UE) e do Reino Unido reconheceram nesta quarta-feira (4) que persistem sérias divergências, principalmente no setor da pesca, apesar das intensas negociações para tentar se chegar a um acordo sobre a relação comercial pós-Brexit. 

"Apesar dos esforços da UE para encontrar soluções, persistem sérias diferenças", disse o negociador europeu Michel Barnier em um tuíte nesta quarta. 

"Foram feitos progressos, mas concordo com Michel Barnier", admitiu alguns minutos depois o seu homólogo britânico, David Frost. 

Suas equipes acabaram de passar duas semanas negociando sem parar na esperança de chegar a um acordo antes de meados de novembro. 

O prazo é considerado o limite, que, se superado, um potencial acordo comercial não poderá entrar em vigor a tempo de 1º de janeiro de 2021, quando o Reino Unido, que deixou oficialmente a União Europeia em 31 de janeiro, deixará de aplicar as normas europeias.

Os dois negociadores devem conversar novamente na sexta-feira, antes de as conversas serem retomadas formalmente no domingo em Londres, segundo uma fonte diplomática. 

"Frost precisava de tempo para explicar a situação em Londres", disse ele. 

Segundo Barnier, as negociações continuam enfrentando obstáculos em três pontos sensíveis, que são o alinhamento das regras em matéria de concorrência, solução de litígios e pesca. 

"Estas são condições essenciais para qualquer parceria econômica”, insistiu, acrescentando que a UE está “preparada para todos os cenários”. Inclusive o de um "não acordo", apesar de suas consequências potencialmente desastrosas para as economias já profundamente afetadas pelo coronavírus. 

Barnier relatou essas discussões com os estados-membros na quarta-feira, depois com representantes do Parlamento Europeu. 

A UE iniciou um "processo de infração" contra o Reino Unido no começo de outubro. Até agora, Londres não levou essa medida em consideração.

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