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UE e Reino Unido concordam em intensificar negociações pós-Brexit

Germain MOYON, Charlotte DURAND
·2 minutos de leitura
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em 10 Downing Street, no centro de Londres, em 8 de janeiro de 2020
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em 10 Downing Street, no centro de Londres, em 8 de janeiro de 2020

Os líderes britânicos e europeus decidiram neste sábado (3) intensificar suas negociações comerciais pós-Brexit e tentar evitar uma saída sem acordo potencialmente devastadora em 1º de janeiro de 2021.

Londres e Bruxelas estabeleceram o objetivo de chegar a um compromisso este mês, para poder implementá-lo a tempo da fatídica data, que marca o fim do período de transição que amortece os efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia, em vigor desde 31 de janeiro.

Porém, a nona sessão de negociações esta semana em Bruxelas terminou na sexta-feira com a constatação de mais divergências.

"Foram obtidos avanços nas últimas semanas, mas divergências significativas persistem, não só no setor de pesca, mas também em termos de regulamentação e governança", reconheceram as autoridades em um comunicado conjunto.

Os dois líderes "instruíram seus principais negociadores a trabalharem intensamente para tentar sanar as divergências", acrescentaram.

O diálogo entre Londres e Bruxelas ocorreu no dia seguinte à nona sessão de negociações, com o negociador europeu Michel Barnier, de um lado, e o britânico David Frost, do outro.

Ambas as partes expressaram preocupação com o pouco tempo que resta para chegar a um acordo. Johnson espera chegar a um acordo até 15 de outubro e a União Europeia, até o final do mês.

- "Bom senso" -

"Espero que cheguemos a um acordo, isso depende de nossos amigos", disse Johnson à BBC na sexta-feira.

"Eles chegaram a um acordo com o Canadá como o que queremos, por que não podem fazê-lo conosco? (...) Fomos membros (da UE) por 45 anos. Está ao nosso alcance, depende deles", afirmou o premier, apelando aos europeus para "mostrarem bom senso".

O Reino Unido deixou a UE em 31 de janeiro, mas continua a aplicar as regras europeias até 31 de dezembro. Se não houver acordo nessa data, um retorno às regras da Organização Mundial do Comércio, com direitos aduaneiros, poderia abalar ainda mais ambas as economias já enfraquecidas pela pandemia do coronavírus.

Na quinta-feira, Bruxelas iniciou um processo de infração contra o Reino Unido, por conta de seu projeto de lei que questiona alguns dos compromissos assumidos no tratado que estrutura sua saída da UE.

O texto em tramitação no parlamento britânico revisita disposições para a Irlanda do Norte, previstas para evitar o recriação de uma fronteira física com a República da Irlanda, ponto chave para a manutenção da paz na ilha.

O processo da UE pode ser concluído perante o Tribunal de Justiça da União Europeia, que pode impor obrigações e multas. O gabinete do primeiro-ministro e a Comissão Europeia não mencionaram o assunto.

cdu-gmo/bds/mab/mis/ic/mvv