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UE dá passo para facilitar negociação de ações após Brexit

Alexander Weber
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Reguladores da União Europeia tomaram medidas para minimizar problemas nos mercados acionários após o fim do período de transição do Brexit.

Mesmo que nenhum acordo alternativo seja estabelecido, investidores do bloco terão permissão para comprar e vender ações europeias nas bolsas do Reino Unido se a negociação ocorrer em libras esterlinas, disse a Autoridade Europeia de Valores Mobiliários e Mercados (ESMA, na sigla em inglês), com sede em Paris. É um caso específico que diz respeito a menos de 50 emissores e representa menos de 1% da atividade de negociação da UE, disse.

“A negociação em linhas de moeda local é, muitas vezes, direcionada principalmente a investidores domésticos do país terceiro em questão, que não necessariamente têm acesso aos mercados de negociação da UE”, disse a ESMA em comunicado. O regulador disse que fez o “máximo possível” para minimizar os problemas.

Em questão está uma regra que exige que empresas de investimento da UE negociem ações populares dentro do bloco de 27 países, a menos que as autoridades declarem que as regras no exterior são rigorosas o suficiente sob um procedimento conhecido como equivalência.

Londres tem sido o centro de negociação de ações dominante na Europa por anos. Investidores negociam ações europeias e do Reino Unido na capital britânica na Cboe Europe, Aquis Exchange e na London Stock Exchange. Sem uma decisão de equivalência, um grande segmento dessa negociação feita por investidores europeus poderia ter de migrar para o bloco no próximo ano.

“A equivalência para mercados de negociação concedida pela UE e pelo Reino Unido evitaria a disrupção no final do período de transição causada pela sobreposição de obrigações de negociação de ações”, disse Sean Barwick, diretor associado de ações da Associação de Mercados Financeiros da Europa.

A Autoridade de Conduta Financeira, que regula o mercado britânico, disse em comunicado enviado por e-mail na segunda-feira que a equivalência mútua é a melhor solução diante da potencial fragmentação dos mercados acionários europeus.

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