Mercado fechado
  • BOVESPA

    129.441,03
    -635,14 (-0,49%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.286,46
    +400,13 (+0,79%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,78
    +0,49 (+0,70%)
     
  • OURO

    1.879,50
    -16,90 (-0,89%)
     
  • BTC-USD

    35.859,57
    +180,33 (+0,51%)
     
  • CMC Crypto 200

    924,19
    -17,62 (-1,87%)
     
  • S&P500

    4.247,44
    +8,26 (+0,19%)
     
  • DOW JONES

    34.479,60
    +13,36 (+0,04%)
     
  • FTSE

    7.134,06
    +45,88 (+0,65%)
     
  • HANG SENG

    28.842,13
    +103,25 (+0,36%)
     
  • NIKKEI

    28.948,73
    -9,83 (-0,03%)
     
  • NASDAQ

    13.992,75
    +33,00 (+0,24%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1926
    +0,0391 (+0,64%)
     

UE cogita quebra de patente de vacinas contra Covid; Alemanha e farmacêuticas reagem

·2 minuto de leitura
Produção de vacina da Pfizer/BioNTech em Reinbek, na Alemanha

Por Philip Blenkinsop e Francesco Guarascio

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia está disposta a dispensar direitos de propriedade intelectual de vacinas contra Covid-19, disse nesta quinta-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, mas as farmacêuticas reagiram e os preços de suas ações recuaram.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, expressou na quarta-feira seu apoio a uma quebra de patente, uma reversão da posição norte-americana, e sua principal negociadora comercial, Katherine Tai, rapidamente endossou negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC).

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, recorreu a letras maiúsculas em um tuíte, classificando a medida de Biden como um "MOMENTO MONUMENTAL DA LUTA CONTRA A #COVID19", e afirmou que ela reflete "a sabedoria e a liderança moral dos Estados Unidos".

A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, disse aos países-membros que "saudou calorosamente" a ação norte-americana, acrescentando: "Precisamos reagir urgentemente à Covid-19 porque o mundo está observando e pessoas estão morrendo".

Falando ao Instituto Universitário Europeu em Florença, Von der Leyen disse que a UE está pronta para debater quaisquer propostas que tratem da crise "de uma maneira eficaz e pragmática".

"É por isso que estamos prontos para debater como a proposta dos EUA de uma dispensa das proteções da propriedade intelectual de vacinas contra Covid-19 poderia ajudar a alcançar este objetivo", acrescentou.

Mas as farmacêuticas – que têm produzido vacinas contra o coronavírus em tempo recorde – disseram que a proposta pode ter o efeito contrário, transtornando uma cadeia de suprimento sobrecarregada e frágil.

Elas pediram que, ao invés disso, países ricos compartilhem vacinas mais generosamente com o mundo em desenvolvimento.

Já a Alemanha, maior potência econômica da UE e sede de um grande setor farmacêutico, rejeitou a ideia, dizendo que os motivos da escassez de vacinas são capacidade e padrões de qualidade.

O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, disse que compartilha o objetivo de Biden de proporcionar vacinas ao mundo todo, mas uma porta-voz do governo afirmou em um comunicado que "a proteção da propriedade intelectual é uma fonte de inovação e precisa continuar assim no futuro".

A Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticas disse que uma quebra de patente incentivaria novos fabricantes que carecem de know-how essencial e de supervisão.

Uma delas, a Moderna, já havia dispensado seus direitos de patente em outubro, e nesta quinta-feira observou a ausência de empresas capazes de fabricar rapidamente uma vacina semelhante e obter aprovação para ela.

Von der Leyen disse que, no curto prazo, a UE está pedindo que todos os países produtores de vacina permitam exportações e evitem medidas que transtornem as cadeias de suprimento.

(Reportagem adicional de Robin Emmott, Francesco Guarascio e John Chalmers em Bruxelas, Emilio Parodi em Milão, Gwenaelle Barzic em Paris, Emma Farge em Genebra)