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UE busca recuperar confiança em líderes em meio a fiascos

Ian Wishart
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Quando o chefe de política externa de Ursula von der Leyen foi humilhado pelo principal diplomata da Rússia, Sergei Lavrov, diante das câmeras de TV na sexta-feira passada, coroou um período turbulento para a presidente da Comissão Europeia.

Criticada pela lenta distribuição das vacinas contra a Covid no bloco e por uma medida mal calculada sobre restrições de exportação que deu ao Reino Unido vantagem política pela primeira vez desde o início do Brexit, von der Leyen estava em uma situação difícil mesmo antes do constrangimento em Moscou.

Em torno das instituições da UE em Bruxelas e nas capitais nacionais que lhe deram o emprego, fontes se perguntam como a primeira mulher presidente da Comissão Europeia será capaz de consertar os erros e fazer o bloco avançar.

Dois diplomatas disseram à Bloomberg que, após os problemas dos dias anteriores, assistiram com nervosismo ao comissário de Relações Exteriores da UE, Josep Borrell, durante a conferência de imprensa com a Rússia. Disseram que von der Leyen havia perdido a confiança de alguns governos da UE, o que será difícil de reconquistar.

Em seguida, vem a pressão por respostas. Na quarta-feira, von der Leyen enfrentou a ira de membros do Parlamento Europeu em Bruxelas quando compareceu pela primeira vez desde os recentes obstáculos.

Ela disse na quarta-feira que a comissão teria que ver “que lições podemos tirar” dos atrasos na vacinação e que admitia os erros cometidos na questão do Brexit, dos quais “lamento profundamente”.

Os parlamentares, que têm o poder máximo de demitir presidentes e suas equipes de comissários, já deram pistas de sua insatisfação, e mais de 70 deles assinaram uma carta nesta semana pedindo a demissão de Borrell.

Apesar das críticas dirigidas à política externa da UE e ao esforço de vacinação, von der Leyen ainda confia em Borrell e em Stella Kyriakides, chefe de saúde da UE, de acordo com uma pessoa próxima à presidente da Comissão. Merkel também deu seu apoio à Comissão, dizendo a repórteres na semana passada que a UE não fez nada de errado em sua estratégia de compra de vacinas.

Von der Leyen apoiou totalmente a viagem de Borrell a Moscou, a primeira desse tipo desde a visita de seu antecessor, há quatro anos, segundo pessoas a par da situação, que não quiseram ser identificadas.

Mas os críticos se incomodaram diante dos efusivos elogios de Borrell para a vacina russa Sputnik V contra a Covid-19, que não foi aprovada pelos reguladores da UE, em como acabou criticando a política dos EUA para Cuba e, possivelmente o pior de tudo, como permaneceu calado quando Lavrov descreveu a UE como “não confiável”.

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