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UE avalia barrar exportações de vacina da Astra para Reino Unido

Nikos Chrysoloras, Suzi Ring e Joe Mayes
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A União Europeia estuda suspender o envio de vacinas contra a Covid-19 para o Reino Unido, o que poderia deteriorar ainda mais as relações com o governo britânico em meio à tentativa de acelerar a campanha de vacinação do bloco.

A UE deve rejeitar autorizações para exportar vacinas da AstraZeneca contra o coronavírus e seus ingredientes para o Reino Unido até que a farmacêutica cumpra os compromissos de entrega ao bloco de 27 países, segundo uma autoridade da UE.

O conflito entre a UE e o Reino Unido vem crescendo desde que a Astra informou à Comissão Europeia que não entregaria o número de doses prometidas para o primeiro trimestre. Os dois lados se culpam mutuamente pelas restrições às exportações e pelo nacionalismo, o que representa um risco para a frágil relação comercial pós-Brexit acertada em dezembro.A Astra tem sido foco dos problemas de vacinação da UE desde que surgiram obstáculos de produção em janeiro. Mais recentemente, a vacina da empresa foi temporariamente suspensa em grande parte da Europa por temores de coágulos sanguíneos.

A reguladora de medicamentos da UE apoiou a vacina na semana passada, e resultados de ensaios nos EUA publicados na segunda-feira não indicaram preocupações com a segurança, mas a confiança dos europeus no imunizante foi abalada. A maioria dos cidadãos na Alemanha, França, Itália e Espanha agora considera a vacina insegura, segundo pesquisa do YouGov publicada pelo jornal The Telegraph na segunda-feira.

A UE, que se comprometeu a imunizar 70% dos adultos até o fim de setembro, tenta compensar o lento início da campanha de vacinação. O bloco administrou 12 doses por 100 pessoas, menos de 30% do que o Reino Unido, de acordo com o rastreador de vacinas da Bloomberg. O Reino Unido vacinou mais de 1,5 milhão de pessoas na sexta-feira e no sábado, estabelecendo recordes diários em dias seguidos.

A Comissão Europeia disse na semana passada que restringiria as exportações de vacinas para países que não sejam recíprocos ou que já tenham altas taxas de vacinação. O Reino Unido é o maior receptor de doses fabricadas na UE, tendo recebido 10 milhões dos 42 milhões de vacinas do bloco até agora.

Segundo a autoridade da UE, o bloco tem contratos com a Astra que não estão sendo respeitados. Por isso, vacinas e ingredientes produzidos em fábricas europeias serão reservados para entregas no bloco. A autoridade pediu para não ser identificada porque as deliberações ainda estão em estudo.

Líderes da UE vão se reunir nesta semana para discutir o plano. Países como Itália e França disseram estar abertos a proibir as exportações, enquanto outros, como Irlanda, Bélgica e Países Baixos, pediram cautela e alertaram sobre o impacto nas empresas europeias, segundo nota diplomática vista pela Bloomberg.

A AstraZeneca - cuja vacina é uma das quatro aprovadas no bloco - deve entregar 30 milhões de doses à UE até o fim do mês, menos da metade do que havia se comprometido inicialmente.

O secretário de Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, disse à Sky News no domingo que a UE deve permitir que a Astra continue fornecendo para o país e advertiu que o bloco pagaria um alto preço se tentasse interferir nos embarques.

“A Comissão sabe muito bem que isso seria contraproducente”, disse. “Eles estão sob tremenda pressão política na Comissão Europeia. Isso prejudicaria as relações da UE com o mundo todo.” Um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, não quis comentar, fazendo referência aos comentários de Wallace.

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©2021 Bloomberg L.P.