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UE acelera plano anticovid, mas OMS descarta imunidade coletiva em 2021

Estelle PEARD com redações da AFP no mundo
·4 minuto de leitura

A União Europeia (UE) iniciou, nesta terça-feira (12), o processo para autorizar sua terceira vacina contra a covid-19, embora os especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) tenham alertado que as campanhas de vacinação em massa serão insuficientes para garantir a imunidade coletiva em 2021.

Sob pressão devido aos longos processos de aprovação e à lenta implantação das campanhas de vacinação, a UE prometeu um cronograma "acelerado" para autorizar, nos 27 países do bloco, a vacina desenvolvida pela empresa AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

Depois de receber o pedido da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) disse hoje que sua decisão sobre esta vacina deve sair até 29 de janeiro. Este imunizante já se encontra em uso em outros países, como o Reino Unido.

A Comissão Europeia anunciou nesta terça que concluiu "negociações exploratórias" com o laboratório de biotecnologia franco-austríaco Valneva para a eventual compra de até 60 milhões de doses de sua vacina contra a covid-19.

A UE assinou contratos com outros seis laboratórios e também está em negociações com a norte-americana Novavax para a reserva de até 200 milhões de doses.

O laboratório alemão BioNTech aumentou sua estimativa de produção da dose de vacina até o final de 2021, para dois bilhões, mas alertou que a covid-19 pode se tornar uma doença endêmica e que serão necessárias vacinas para as novas cepas.

Em meio à implantação de planos nacionais de vacinação para limitar as mortes e as consequências econômicas do vírus, a OMS jogou um balde de água fria, porém, ao afirmar que essas campanhas em massa são insuficientes para alcançar a imunidade coletiva ainda em 2021.

"Não vamos atingir nenhum nível de imunidade da população, ou de rebanho em 2021", afirmou ontem a chefe da equipe científica da OMS, Soumya Swaminathan, ao falar desta doença que infectou mais de 90 milhões de pessoas em todo mundo e matou quase dois milhões.

Um ano após o anúncio, por Pequim, da primeira morte por covid-19, a pandemia causou pelo menos 1.945.437 mortes no mundo, de acordo com o último balanço da AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortes (mais de 376.000) no mundo, seguidos de Brasil (mais de 203.000), Índia (mais de 151.000) e México (mais de 134.000). A situação também está piorando em outras regiões, como a Europa, com hospitais à beira da saturação, ou na Ásia.

Na Grécia, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis pediu nesta terça-feira à União Europeia (UE) que adote um certificado de vacinação comum para impulsionar a indústria do turismo, afetada pela pandemia.

"As pessoas vacinadas [contra o coronavírus] devem poder viajar livremente", disse Kyriakos Mitsotakis em carta dirigida à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O Reino Unido, o país europeu mais afetado, é o que tem mais dificuldades para regressar à normalidade no turismo.

A Espanha anunciou que voltou a estender por duas semanas as restrições aos voos e navios com passageiros do Reino Unido, devido às persistentes "incertezas" sobre a variante do novo coronavírus detectada no país.

O governo britânico abriu sete centros de vacinação em massa e espera imunizar cerca de 15 milhões de pessoas até meados de fevereiro.

A Rússia também decidiu estender sua proibição de voos do território britânico.

- Terceiro congressista infectado nos EUA -

Nos Estados Unidos, as consequências da invasão do Capitólio após um protesto de partidários do presidente cessante Donald Trump continuam a provocar polêmica.

Um terceiro legislador democrata anunciou que tinha testado positivo para covid-19 e garantiu que era culpa de ter se refugiado por horas em um complexo seguro, enquanto acontecia o ataque, junto com membros do Congresso que não usavam máscaras.

"Alguns congressistas republicanos presentes se recusaram veementemente a usar máscara", disse o congressista Brad Scheneider.

Os Estados Unidos vivem imersos em uma grande onda de infecções e níveis recordes de mortes. O país viu protestos de rua em massa por meses, durante todo o verão, por manifestantes de esquerda que protestavam contra a violência policial. E então veio a campanha eleitoral, com atos massivos do presidente Trump.

Do outro lado do Atlântico, o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, 72 anos, candidato a um segundo mandato, acabou por dar negativo em duas ocasiões, após um primeiro teste positivo.

- Calendários esportivos revistos -

Para além das consequências sanitárias, a pandemia continua afetando o mundo do esporte, com calendários revistos e reuniões de crise na ordem do dia.

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio negaram as especulações de que o evento programado para julho e agosto deste ano está prestes a ser cancelado, em um momento de crescente queda do apoio da opinião pública nas pesquisas.

Hoje, a Fórmula 1 anunciou, por sua vez, uma grande reorganização do calendário para a próxima temporada, que começará no Bahrein, em 28 de março, após adiar o Grande Prêmio da Austrália para 21 de novembro. O GP da China também foi adiado, sem data prevista para sua realização.

burs-jxb/tjc/mar/eg/jz/ap/mvv