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Ucraniano é acusado nos EUA por ataque à Kaseya

·2 min de leitura
O procurador-geral dos Estados Unidos, Merrick Garland, anunciou que Washington busca a extradição de Yaroslav Vasinskyi da Polônia (AFP/Olivier DOULIERY)

Os Estados Unidos acusaram um ucraniano de 22 anos preso na Polônia de fazer parte de uma rede internacional que responsabiliza pelo ataque de julho à empresa de softwares Kaseya, além de outras ações de sequestro de dados ("ransomware"), anunciaram autoridades nesta segunda-feira.

Yaroslav Vasinskyi, preso em 8 de outubro na Polônia, é o mais proeminente dos hackers detidos no contexto de uma operação global anunciada nesta segunda-feira por autoridades americanas e europeias. Os detidos são afiliados ao grupo de hackers de língua russa REvil, às vezes chamado de Sodinokibi, e ao grupo de ransomware GandCrab, informou a agência de aplicação da lei da UE em um comunicado.

Duas pessoas foram presas na Romênia na quinta-feira passada e outra no Kuwait. Nos últimos meses, três indivíduos também foram detidos na Coreia do Sul e outro em um país europeu não especificado durante uma operação chamada "GoldDust".

Dezessete países participaram da operação, além da Europol, Eurojust - a agência europeia de cooperação judiciária - e Interpol, de acordo com a Europol. "Suspeitos de cerca de 7.000 infecções, os afiliados detidos exigiam mais de 200 milhões de euros [231 milhões] em resgate", disse a Europol.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou a acusação de fraude e lavagem de dinheiro contra Vasinskyi, bem como a apreensão de 6,1 milhões de dólares em supostos resgates pagos a Yevgyeniy Polyanin.

Cidadão russo de 28 anos, Polyanin é acusado de conspirar para cometer fraude, após os ataques cibernéticos realizados pelo REvil / Sodinokibi contra empresas e entidades governamentais do Texas em agosto de 2019. O FBI acredita que ele esteja em Barnaul, na Rússia.

- Prioridade -

O procurador-geral dos Estados Unidos, Merrick Garland, anunciou que Washington busca a extradição de Vasinskyi da Polônia. "O crime cibernético é uma séria ameaça ao nosso país, à nossa segurança pessoal, à saúde da nossa economia e à nossa segurança nacional", declarou.

"Nossa mensagem de hoje é clara. Os Estados Unidos, juntamente com nossos aliados, farão tudo o que estiver ao seu alcance para identificar os responsáveis pelos sequestros cibernéticos, levá-los à Justiça e recuperar o dinheiro roubado das vítimas."

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aplaudiu a operação e disse que a segurança cibernética é uma "prioridade fundamental" do seu governo. "Quando me reuni com o presidente Putin em junho, deixei claro que os Estados Unidos tomariam medidas para que os cibercriminosos prestassem contas", assinalou.

O Departamento de Estado oferece uma recompensa de até 10 milhões de dólares por informações que levem à identificação ou localização de indivíduos que liderem o grupo REvil / Sodinokibi.

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