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Ucraniana esfaqueada no Rio angariou verba para compatriotas em guerra: 'Dor insuportável'

Alvos de um assalto na noite da última quinta-feira, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, o casal de ucranianos Yulya Golovko, de 26 anos, e Kostiantyn Miska, de 33, fizeram várias menções à guerra no país natal nas postagens mais recentes nas redes sociais. Yulia, que foi esfaqueada pelo ladrão e chegou a ser levada para o hospital, organizou até mesmo uma campanha que arrecadou fundos para a compra de equipamentos para os compatriotas que estão enfrentando os soldados russos.

Entre os utensílios adquiridos e remetidos à Ucrânia com o dinheiro da "vaquinha", centralizada em uma conta da própria jovem, que publicou os dados bancários no Instagram, estão luvas, capas, binóculos, facas e termovisores, entre diversos outros materiais. Há apenas cinco dias, ela escreveu um “relatório final”, também compartilhado por Kostiantyn, prestando contas sobre os valores arrecadados e os itens entregues. Um vídeo incluído em uma postagem anterior mostra um homem de roupa camuflada com um dos binóculos comprados na mão esquerda.

Semanas antes, em 3 de abril, a jovem compartilhou fotos de civis ucranianos mortos em uma das cidades invadidas pela Rússia. “O dia mais doloroso. Escuridão na alma e nem uma gota de sentimentos, exceto uma dor insuportável”, escreveu Yulya no idioma pátrio. "Nós não vamos apenas não perdoar, nós destruiremos todos os envolvidos", acrescentou a jovem, que, assim como namorado, postou outros conteúdos de protesto a respeito dos confrontos.

Os ucranianos trabalham como designers — ela de produtos, ele de interiores. Kostiantyn é dono de uma empresa especializada em reforma de cozinhas sediada em Nova York, nos Estados Unidos. O casal está no Rio há cerca de duas semanas, hospedado em um apartamento alugado em Copacabana. Eles vieram à cidade para eventos profissionais, mas aproveitaram a ocasião para fazer turismo.

Os dois passeavam de bicicleta pelo Aterro do Flamengo, na altura do Monumento a Estácio de Sá, por volta das 21h da última quinta-feira, quando ela, que estava um pouco atrás do namorado, foi abordada por um homem a pé. O bandido tentou tomar a mochila da turista, que reagiu e acabou esfaqueada várias vezes.

Yulya foi socorrida por PMs do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur) e levada para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Copacabana. Em seguida, ela foi transferida para o Hospital municipal Miguel Couto, no Leblon, de onde teve alta nesta sexta-feira. Apesar de ferida várias vezes, especialmente no braço, as perfurações não atingiram órgãos vitais nem geraram lesões mais graves.

O agressor fugiu levando a mochila, que continha os passaportes do casal, um computador e remédios dos quais a jovem faz uso. Os documentos e a medicação foram recuperados pela polícia pouco depois do crime, mas o notebook de ponta não foi localizado.

A Polícia Militar informou que agentes do BPTur chegaram a realizar rondas na região para tentar capturar possíveis envolvidos com o ataque, mas ninguém foi encontrado. Ainda de acordo com a PM, o patrulhamento nas redondezas do Aterro do Flamengo foi reforçado.

A investigação está nas mãos da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), que busca imagens de câmeras de segurança que possam ter flagrado o episódio. Kostiantyn já foi ouvido por agentes que, até a noite desta sexta, ainda aguardavam que Yulya se recuperasse dos ferimentos para colher o relato da jovem.

— Ali há muitas câmeras de tráfego filmando a pista e poucas voltadas para o parque, mas analisaremos todo o material para que seja possível identificar o assaltante — explicou a delegada Patrícia da Costa Araújo de Alemany, titular da Deat. — É uma história horrível, até pela nacionalidade dos envolvidos, mas 90% dos crimes contra estrangeiros no Rio não têm violência, sobretudo em áreas mais turísticas. Esse caso é um ponto bem fora da curva.

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