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Ucrânia afirma que bloqueio russo torna 'impossível' a exportação de grãos

As exportações marítimas de grãos ucranianos ficaram paralisadas neste domingo (30) depois que a Rússia suspendeu sua participação em um acordo que permitia essas entregas vitais para a segurança alimentar mundial, após denunciar um ataque com drones contra a sua frota na Crimeia.

O bloqueio da Rússia às exportações de grãos torna "impossível" a saída dos navios de carga neste domingo, afirmou o governo ucraniano.

O acordo para desbloquear as entregas de grãos assinado por Rússia e Ucrânia com mediação de Turquia e ONU é fundamental para aliviar a crise alimentar mundial causada pelo conflito.

Um navio carregado com "grãos deveria ter deixado um porto ucraniano hoje", disse o ministro da Infraestrutura, Oleksander Kubrakov, no Twitter neste domingo.

"Esses alimentos eram destinados aos etíopes [...] Mas, devido ao bloqueio da Rússia ao 'corredor de grãos', a exportação é impossível", acrescentou Kubrakov.

Em sua transmissão de vídeo diária, o presidente Volodimir Zelensky afirmou que a "Rússia é a única responsável por tornar os alimentos mais caros na África Ocidental e na Ásia Oriental. A Rússia é a razão pela qual as pessoas em Etiópia, Somália e Iêmen enfrentarão uma escassez catastrófica".

O líder ucraniano deu como exemplo um navio fretado pela ONU, com 40.000 toneladas de cereais a bordo, com destino à Etiópia, pronto para zarpar do porto de Chornomorsk e que não pôde fazê-lo. "A Etiópia está à beira da fome", frisou.

Em Istambul, o Centro de Coordenação Conjunta (CCC), que supervisiona o acordo de exportação, anunciou que a delegação russa que participa da inspeção de barcos com cereais ucranianos desde o início de agosto tinha decidido se retirar "por tempo indeterminado".

- 'Dois milhões de toneladas bloqueadas' -

O Ministério da Defesa da Turquia havia indicado horas antes que as inspeções em Istambul de navios com grãos ucranianos iriam continuar "hoje e amanhã [domingo e segunda-feira]".

O presidente americano, Joe Biden, afirmou que a decisão russa de se retirar do acordo era "indignante" e seu secretário de Estado, Antony Blinken, afirmou que Moscou "está tentando transformar os alimentos em armas novamente".

Por sua vez, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar "profundamente preocupado com a situação", segundo o seu porta-voz Stéphane Dujarric.

Já a União Europeia instou a Rússia a "reverter sua decisão".

A Rússia está bloqueando "dois milhões de toneladas de grãos em 176 navios", garantiu o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, exigindo que Moscou pusesse fim a "seus jogos da fome".

- Ataque 'maciço' -

A cidade de Sebastopol, na península ucraniana da Crimeia, que foi anexada pela Rússia, foi alvo de vários ataques nos últimos meses e é o centro de comando da frota russa no Mar Negro e um centro de coordenação das operações na Ucrânia.

A Rússia afirmou que "destruiu" nove drones aéreos e sete marítimos que atacaram o porto no início do sábado e acusou especialistas britânicos de ajudar na operação.

O Exército russo também acusou o Reino Unido de envolvimento nas explosões de setembro que causaram vazamentos dos gasodutos Nord Stream 1 e 2 no Mar Báltico, construídos para transportar gás russo para a Europa. Londres, por sua vez, rejeitou as acusações.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou no sábado que Moscou levaria essa questão, assim como os ataques de drones, ao Conselho de Segurança da ONU.

A autoridade pró-russa de Sebastopol, o governador Mikhail Razvozhayev, afirmou que o ataque foi o "mais maciço" contra a península até agora no conflito.

Os ataques contra a Crimeia se multiplicaram nas últimas semanas, paralelamente ao avanço de uma contraofensiva ucraniana em direção à cidade de Kherson, próxima à península que serve de base de retaguarda para a operação militar russa.

A Ucrânia informou no sábado que, na frente de batalha no sul do país, suas tropas "estão resistindo".

As autoridades russas de ocupação de Kherson prometeram transformar a cidade em uma fortaleza, preparando-se para um ataque inevitável.

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