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BB e UBS estimam que levarão de seis a nove meses para concluir negócio

Talita Moreira e Maria Luíza Filgueiras

Até lá, os dois bancos vão definir os detalhes da parceria O UBS e o Banco do Brasil (BB) estimam que levarão de seis a nove meses para concluir o negócio, afirmou a presidente do banco suíço no Brasil, Sylvia Coutinho, nesta quinta-feira. De acordo com vice-presidente de negócios de atacado do BB, Márcio Hamilton, é necessário aguardar aprovações regulatórias do Banco Central e do Cade. Até lá, os dois bancos vão definir os detalhes da parceria.

Ontem, as duas instituições financeiras anunciaram a criação de um banco de investimentos, que deve atuar no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai.

A equipe de diretoria e o conselho da nova empresa, assim como o nome que será utilizado, ainda não foram definidos. “Também não sabemos o tamanho da equipe ainda, mas será definida para ser um banco ágil, enxuto e com os melhores talentos”, disse Hamilton.

BB e UBS não deram uma ideia do tamanho desse novo negócio, em termos de receita e ativos e de meta de crescimento.

Mas, de acordo com o presidente do banco brasileiro, Rubem Novaes, o BB entra com ativos mais intangíveis, enquanto o UBS entra com a corretora. “Queremos estar no topo do ranking”, disse. O valor de marca e a capacidade de distribuição, acrescentou, também foram considerados para o equilíbrio do valuation.

Novaes afirmou também que o banco suíço pode ter de fazer algum pagamento financeiro “mínimo” ao BB na combinação dos ativos. O pagamento, se ocorrer, terá o objetivo de ajustar a proporção no negócio, de forma que o UBS tenha 50,01% do capital da joint venture e o BB, 49,9%.

A combinação de ativos será feita e, por isso, ainda não há estimativas de quanto poderia ser esse montante a ser pago pelo UBS. “Seria uma coincidência incrível que, na combinação de ativos, desse exatamente esses percentuais”, disse Novaes.