Mercado fechado
  • BOVESPA

    111.439,37
    -2.354,91 (-2,07%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.307,71
    -884,62 (-1,69%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,96
    -0,65 (-0,90%)
     
  • OURO

    1.753,90
    -2,80 (-0,16%)
     
  • BTC-USD

    48.568,25
    +710,53 (+1,48%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.193,48
    -32,05 (-2,62%)
     
  • S&P500

    4.432,99
    -40,76 (-0,91%)
     
  • DOW JONES

    34.584,88
    -166,44 (-0,48%)
     
  • FTSE

    6.963,64
    -63,84 (-0,91%)
     
  • HANG SENG

    24.920,76
    +252,91 (+1,03%)
     
  • NIKKEI

    30.500,05
    +176,71 (+0,58%)
     
  • NASDAQ

    15.530,00
    +12,25 (+0,08%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1994
    +0,0146 (+0,24%)
     

UBS BB passa a ver Selic de 8% em 2021 por inflação e crescimento mais altos

·2 minuto de leitura
Consumidor compra carne em um supermercado no Rio de Janeiro

SÃO PAULO (Reuters) - Na semana da decisão do Copom, o UBS BB promoveu um forte aumento em suas previsões para a taxa básica de juros ao fim de 2021, agora vendo Selic de 8%, com uma recuperação mais forte da economia impactando uma inflação já em alta.

Com isso, os juros terminam este ano já acima do nível neutro, considerado em torno de 6,5%, previsão anterior da instituição financeira. A Selic está atualmente em 4,25%, em alta desde março, quando ainda estava na mínima recorde de 2%.

O UBS BB também espera que o Banco Central acelere o ritmo de altas para 100 pontos-base na próxima quarta-feira. Essa magnitude se manteria nas reuniões de setembro e outubro, caindo a 75 pontos-base em dezembro.

Alexandre de Ázara e Fabio Ramos, que assinam o relatório, disseram que o principal motivo para a mudança na previsão decorre da leitura de que o BC está contando com um ritmo menor de crescimento econômico em comparação com os números da pesquisa Focus e do próprio UBS BB. O menor crescimento decorreria de uma revisão para baixo na expansão do primeiro trimestre, que sairia de 1,2% para 0,6%.

Mas Ázara e Ramos veem esse ajuste como "muito improvável" e que, sem o menor crescimento na conta, o BC provavelmente estimaria aumento do PIB perto de 5,5% neste ano, equivalente a uma redução de cerca de 1% no hiato do produto, o que por sua vez se traduziria num prognóstico de inflação 0,5% maior para 2022.

Essa revisão, por fim, exigiria um adicional de aperto monetário de 150 pontos-base a 200 pontos-base.

"Esse orçamento adicional de alta de juros aumentaria a taxa nominal de 6,5% para a faixa de 8,0% a 8,5%. Escolhemos 8% como taxa preferencial, mas acreditamos que ainda há algum risco de alta", disseram os economistas.

Eles entendem que o Banco Central brasileiro tem sido o mais "hawkish" (inclinado a aperto monetário) e está ficando cada vez mais "hawkish", com uma Selic acima do nível neutro podendo ser necessária para manter a inflação de 2022 na meta de 3,5%.

"Parafraseando o ex-presidente de banco central Mario Draghi, acreditamos que (o BC brasileiro) fará "o que for preciso"."

(Por José de Castro)

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos