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Ubisoft Singapura é investigada por assédio sexual e discriminação

·2 minuto de leitura

A Ubisoft Singapura está sendo investigada por autoridades locais por suposto assédio sexual e discriminação. A filial, aberta em 2008, é responsável pelo desenvolvimento de Skull & Bones (jogo que não dá as caras há um bom tempo), e ajudou na produção de Assassin’s Creed Valhalla e Immortals: Fenyx’s Rising.

Conforme publicado pelo jornal The Straits Times, um departamento chamado Tapef (sigla para Aliança Tripatite para Práticas de Trabalho Justas e Progressivas, em tradução literal) abriu um inquérito após o site Kotaku publicar uma matéria sobre a cultura de trabalho tóxica da Ubisoft. A reportagem trouxe relatos de que a filial era "um dos piores estúdios da Ubisoft em termos de cultura", e que os funcionários franceses recebiam melhores oportunidades que os nativos.

O Tapef investigará se a empresa violou a Estrutura de Consideração Justa — conjunto de regras estabelecidas pelo Ministério da Mão de Obra do país para garantir a não discriminação em “características não relacionadas ao trabalho, como idade, sexo, nacionalidade ou raça”. Caso a Ubisoft seja considerada culpada, a empresa não poderá pedir vistos de trabalho para estrangeiros ou renovar os já existentes durante um a dois anos.

Vale ressaltar que, em novembro de 2020, o diretor administrativo de Skull & Bones, Hugues Ricour, foi removido do cargo após o site Gamastura publicar relatos de que o executivo era racista e sexista.

Ubisoft está rodeada por acusações de assédio

A Ubisoft não enfrenta processos assim apenas na filial de Singapura, mas também nos escritórios globais. Em 2020, foi revelado que o jogo Assassin’s Creed Odyssey teria Kassandra como a única personagem jogável. Entretanto, a ideia foi vetada sob o pretexto de que “mulher não vende”.

Alexios e Kassandra, os personagens jogáveis de Assassin's Creed Odyssey (Foto: Divulgação/Ubisoft)
Alexios e Kassandra, os personagens jogáveis de Assassin's Creed Odyssey (Foto: Divulgação/Ubisoft)

Esse foi o estopim para que outras denúncias surgissem. Em meio ao turbilhão de relatos, vários executivos importantes deixaram seus cargos, como Cecile Cornet, que liderava o departamento de recursos humanos, Tommy François, antigo vice-presidente editorial da empresa, e Serge Hascoët, um dos principais diretores criativos.

Ainda em 2020, horas antes de um evento digital Ubisoft Forward, a companhia publicou um vídeo em que o CEO, Yves Guillemot, pedindo desculpas públicas pelas denúncias. Assista (em inglês):

Entretanto, parece que a cultura tóxica não mudou tanto assim. Neste ano, a empresa foi processada na Justiça da França, país onde está a matriz do estúdio. Além disso, um grupo de funcionários da Ubisoft publicou uma carta em apoio aos trabalhadores da Activision Blizzard, processada pelo estado da Califórnia. O texto alerta: “nós não vimos nada além de um ano de palavras gentis, promessas vazias e uma incapacidade ou indisposição para remover criminosos conhecidos”.

Fonte: Canaltech

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