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Uber passa a adotar compensação de carbono na América Latina

·3 min de leitura
Warsaw, Poland  - April 30, 2019: View on Uber car (Skoda) with inscription on the street before sunset
Warsaw, Poland - April 30, 2019: View on Uber car (Skoda) with inscription on the street before sunset
  • Empresa de transporte por aplicativo adotou compensação de carbono em países latinos;

  • Uber propôs ser neutra em emissão de carbono até 2040;

  • Transição para Uber Planet é uma forma de encorajar motoristas a mudar para elétricos;

O Uber se propôs a ser neutro em carbono até 2040, mas a empresa de transportes por aplicativo escolheu um caminho repleto de desafios em partes da América Latina para esse momento. Segundo a Reuters, desde fevereiro, o grupo norte-americano oferece aos clientes do México a opção "Uber Planet". Por um adicional de 0,37 pesos mexicanos por quilômetro, eles podem contribuir para a compra de créditos de carbono para projetos de reflorestamento e um parque eólico em Oaxaca para compensar as emissões causadas por suas viagens.

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As compensações de carbono acontecem quando países e empresas acham difícil ou caro cortar as emissões de gases de efeito estufa, se utilizam compensações para cumprir as metas climáticas. Para alguns analistas, isso permite que os compradores continuem poluindo enquanto pagam outros para tomar medidas favoráveis ​​ao clima.

Transição para Uber Planet é uma forma de encorajar motoristas a mudar para elétricos

O relatório climático do Uber no ano passado disse que a empresa evitou comprar compensações como estratégia primária, em vez de enfatizar subsídios para que seus motoristas mudassem para veículos elétricos (VEs). As compensações "efetivamente pagam para torná-las responsabilidade de outra pessoa" e têm "pontos fracos", incluindo desafios de verificação, disse o relatório do Uber divulgado pela agência Reuters.

Porém, em partes da América Latina, a empresa disse à Reuters que uma transição para motoristas para elétricos com emissão zero era "impraticável" no curto prazo, dados os mercados emergentes. Por conta desta transição, México, Colômbia, Equador e Costa Rica estão utilizando o esquema de compensação Uber Planet, juntamente com os esforços para encorajar os motoristas a mudar para veículos elétricos, segundo a Uber.

A decisão ressalta as dificuldades que as empresas de transporte enfrentam ao tentar reduzir suas pegadas de carbono em mercados emergentes com relativamente poucas alternativas sustentáveis. De acordo com a empresa de análise de dados JD Power, os veículos elétricos e híbridos representam apenas 6,4% do mercado automotivo do México, em comparação com 15% no mundo todo. Em 2030, a participação de mercado deve atingir 12% no México, muito atrás dos 50,5% previstos globalmente.

Empresas como a Uber estão sob pressão de ativistas, investidores, políticos e até mesmo entre si para reduzir as emissões de carbono. A Uber diz que está determinada a reduzir as emissões. Na Cidade do México, um dos locais escolhidos para o projeto Planet, a Uber enfrenta novos concorrentes como o Beat Tesla, com uma frota totalmente elétrica da Tesla, enquanto a chinesa Didi Global, por sua vez, afirma ter 1.600 veículos híbridos ou elétricos no México. 

Em entrevista à Reuters, o porta-voz da Uber no México, David Mínguez, previu que mais de 600 de seus motoristas no país seriam capazes de mudar para um veículo elétrico ou híbrido em 2022. O Uber tem cerca de 200.000 motoristas e parceiros de entrega em território nacional. O alto preço dos veículos elétricos os coloca fora do alcance da maioria dos mexicanos, cujo salário médio diário é inferior a US$ 21, enquanto o país carece de incentivos fiscais e infraestrutura de cobrança para estimular a troca de motoristas, segundo a agência.

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