Mercado abrirá em 1 h 58 min

Uber começa a oferecer patinetes elétricos no Brasil

Gustavo Brigatto

As viagens podem ser liberadas pelo aplicativo da companhia e vão custar R$ 1,50 para o desbloqueio do patinete, mais R$ 0,75 por minuto de uso O Uber engrossou a lista de competidores no mercado de patinetes no Brasil com o lançamento, nesta terça-feira (3) de seu serviço. A primeira cidade a receber os aparelhos é Santos, no litoral de São Paulo. Em comunicado à imprensa, a companhia não fez menção à chegada a novos destinos. Hoje, o mercado é disputado pela Grow, dona da Grin e da Yellow, a Lime e a Scoo.

Ao contrário do que se esperava, a companhia não trouxe ao Brasil a marca Jump, startup americana de bicicletas e patinetes elétricos comprada no começo do ano passado. Pelo menos na estreia, os patinetes chegam às ruas com a marca do próprio Uber. A logomarca está aplicada sobre um fundo vermelho, que é a cor da Jump, o que pode deixar aberta a possibilidade de uma mudança de marca mais à frente.

As viagens podem ser liberadas pelo aplicativo da companhia e vão custar R$ 1,50 para o desbloqueio do patinete, mais R$ 0,75 por minuto de uso. A Grin, cobra R$ 3 pelo desbloqueio e R$ 0,50 por minuto.

“Estamos muito empolgados em trazer os patinetes elétricos da Uber para o Brasil começando por Santos, uma cidade sempre aberta à inovação e que tem uma boa infraestrutura cicloviária. Com esse novo serviço, queremos continuar ajudando as pessoas a se deslocar sem ter que depender de um carro particular, contribuindo para redução dos congestionamentos e da poluição urbana”, disse Ruddy Wang, diretor de novas modalidades do Uber no Brasil, no comunicado.

A Uber também anunciou uma parceria com a varejista Centauro para oferecer desconto de 40% na compra de capacetes.

O item de segurança foi o centro de uma disputa entre a Prefeitura de São Paulo e a Grow. Em uma prévia de regulação do serviço de patinetes, publicada no começo do ano, a Prefeitura instituiu a obrigatoriedade do uso, com emissão de multa à empresa dona do aparelho em caso de descumprimento da regra.

A Grow contestou a exigência na Justiça alegando que essa é uma competência Federal, não da Prefeitura e conseguiu uma liminar que suspendeu seu efeito. Nas regras definitivas publicadas em outubro não há menção ao uso do capacete. A Prefeitura defende a obrigatoriedade e diz vai tentar uma nova ação na Justiça para que possa ter autonomia para exigir o uso.