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Twitter terá aviso sobre materiais vazados em publicações

Felipe Demartini
·3 minuto de leitura

O Twitter deve começar a incluir alertas aos usuários sobre a presença de materiais vazados em reportagens ou sites postados na rede social. Até onde se sabe, o aviso começou a ser aplicado às publicações nesta semana, com dois veículos da imprensa internacional sendo os primeiros, em uma iniciativa que parece fazer parte do combate da plataforma à desinformação, fake news e o tratamento ético da informação pelos seus usuários.

O caso que chamou a atenção para a nova política foi o do site americano The Grayzone, que recebeu o alerta na postagem de uma reportagem sobre a suposta aliança entre o governo do Reino Unido, a agência de notícias Reuters e o canal estatal BBC para enfraquecer a influência estatal russa no país. Da mesma forma, na Itália, o perfil do programa de televisão Report teve o aviso exibido ao lado de relatos de problemas de qualidade nas vacinas da Pfizer contra COVID-19.

Em ambos os casos, os textos usam documentos vazados como base, com o alerta do Twitter, que também aparece quando o usuário tenta retweetar as informações, indicando isso. O alerta é claro, afirmando que “os materiais podem ter sido obtidos por meio de hacking ou manipulados”, e aparece em inglês, para os usuários de língua portuguesa — na Itália, entretanto, ele está localizado para o próprio idioma, o que indica uma iniciativa local da plataforma.

<em>Veículos de imprensa do Reino Unido e Itália foram os primeiros a receberem avisos sobre o uso de materiais vazados em reportagens, em nova política do Twitter para combate à desinformação (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)</em>
Veículos de imprensa do Reino Unido e Itália foram os primeiros a receberem avisos sobre o uso de materiais vazados em reportagens, em nova política do Twitter para combate à desinformação (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)

Os alertas, também, parecem ser uma extensão de uma política que começou a ser aplicada em outubro de 2020, depois que o Twitter se envolveu em controvérsia ao bloquear o acesso a uma reportagem do americano New York Post, baseada em documentos vazados de Hunter Biden, filho do presidente Joe Biden. Na ocasião, a plataforma foi duramente criticada e, ao mesmo tempo em que esclareceu sua posição quanto a conteúdo baseado em material hackeado, voltou atrás e liberou acesso à publicação.

Em seus termos de uso, o Twitter afirma que o uso de informações privadas ou confidenciais, obtidas por meio do comprometimento de sistemas, pode manipular a opinião pública. A empresa afirma não apoiar a prática e, da mesma forma, não permitir que sua plataforma seja usada para distribuição desse tipo de material, enquanto publicações que os usem como base podem receber o aviso que, agora, começa a aparecer. A política, ainda, se une a outras já existentes que falam sobre a divulgação ilegal de informações pessoais dos usuários ou o compartilhamento não-consensual de imagens íntimas, entre outros aspectos.

Falando sobre o caso, o editor do The Grayzone, Max Blumenthal, taxou o aviso como uma tentativa de assustar os leitores a clicarem no artigo, mas que não foi capaz de reduzir o alcance e o entendimento público da reportagem. Ele, ainda, acusou diretamente o diretor editorial do Twitter na Europa, Gordon MacMillan, como o responsável pela aplicação do alerta já que, segundo o jornalista, o executivo é um reservista da unidade militar britânica citada na reportagem, acusada de estar usando as redes sociais em uma tentativa de censura para proteger interesses políticos.

O Twitter não se pronunciou oficialmente sobre a aplicação do aviso que, até onde se sabe, só foi aplicado nos dois casos citados. Em resposta ao Canaltech, o Twitter não se pronunciou sobre o assunto, direcionando a reportagem à Central de Ajuda da plataforma, onde estão os termos de uso relacionado ao uso de materiais hackeados em conteúdos postados.

Fonte: Canaltech

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