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Destino do Twitter em jogo após ultimato de Musk

O futuro do Twitter parecia estar em jogo nesta sexta-feira (18), depois que os escritórios da rede social foram fechados e funcionários importantes pediram demissão, desafiando o ultimato do novo proprietário, Elon Musk.

Segundo relatos de ex-funcionários e jornais americanos, centenas de funcionários responderam "não" ao ultimato do bilionário, que lhes deu a escolha entre trabalhar incansavelmente "para construir um Twitter 2.0 revolucionário" ou sair e receber uma indenização de três meses de salário.

Musk, também proprietário da Tesla e da SpaceX, é alvo de críticas desde que comprou o Twitter por US$ 44 bilhões e assumiu a gestão da rede social.

Metade dos 7.500 funcionários da empresa com sede no estado da Califórnia já havia sido demitida por Musk há duas semanas, e cerca de 700 já haviam pedido demissão meses atrás, antes mesmo de terem certeza de que a venda da plataforma seria concluída.

"Meus amigos se foram, uma tempestade está chegando e não há incentivo financeiro. O que você faria?", tuitou Peter Clowes, um engenheiro que rejeitou o ultimato de Musk.

As tentativas do bilionário de verificar usuários através de um controverso serviço de assinatura geraram muitas contas falsas e fizeram com que os principais anunciantes se afastassem da plataforma.

Na sexta-feira, Musk parecia seguir com seus planos e restabeleceu algumas contas suspensas na plataforma. Ele acrescentou que ainda não há uma decisão sobre o caso de Donald Trump, banido após o ataque ao Capitólio em 2021.

"A decisão sobre Trump ainda não foi tomada", disse Musk, o homem mais rico do mundo.

- Escritórios fechados -

"O que o Twitter deve fazer agora?", tuitou Musk nesta sexta-feira.

Desde que assumiu as rédeas da rede social, o bilionário mobilizou dia e noite equipes em projetos controversos que foram suspensos, lançou um plano social massivo antes de ser obrigado a chamar de volta funcionários essenciais e fez promessas aos anunciantes enquanto também os ameaçava.

Muitos usuários da rede social, incluindo ex-colaboradores, jornalistas e analistas, questionavam se o fim do Twitter estaria próximo.

Por sua parte, Musk tuitou o conhecido meme de um ator posando em cima de um túmulo. Tanto o homem, quanto a lápide estavam cobertos pelo logotipo do pássaro azul no Twitter. A postagem recebeu mais de um milhão de "curtidas".

Em um tuíte posterior publicado nesta sexta-feira, o bilionário afirmou: "Números recordes de usuários estão iniciando sessões para ver se o Twitter está morto, ironicamente tornando-o mais vivo do que nunca!".

Na tarde de quinta-feira, o Twitter alertou todos os funcionários de que os prédios da empresa estavam temporariamente fechados e inacessíveis, mesmo para a entrada com crachá, de acordo com um memorando interno divulgado por vários jornais americanos.

- "Indo à falência" -

Ontem à noite, mensagens anti-Musk foram projetadas na fachada da sede da empresa em San Francisco. "Cale a boca, Elon Musk", "Pare com o Twitter tóxico", ou "Indo à falência" foram algumas das frases, conforme fotos de Gia Vang, repórter da rede local NBC.

Dezenas de funcionários da rede social também se reuniram nos "Spaces", as salas de áudios da plataforma, para dar apoio e contar anedotas.

Aqueles que optaram por permanecer em seus cargos falaram sobre seu apego inabalável à empresa e seu desejo de vê-la sobreviver e até mesmo renascer.

"Parabéns a todos os trabalhadores do Twitter. Vocês construíram um lugar vital de conexão e merecem algo muito melhor. (...) Obrigada", tuitou a congressista americana Alexandria Ocasio-Cortez, indicando como ela poderia ser encontrada em outras plataformas, se o Twitter fechar.

Outros legisladores e reguladores levantaram preocupações de que a capacidade para moderar o conteúdo do serviço poderia estar comprometida.

Senadores americanos alertaram que os planos de Elon Musk "minam a integridade e segurança da plataforma."

O bilionário "não poderá fazer o que quiser" na Europa, apontou o francês Thierry Breton, comissário europeu para o Mercado Interno, à rádio Franceinfo na sexta-feira.

"Ele sabe quais são as condições para o Twitter continuar operando na Europa", acrescentou, insistindo na necessidade de recrutar mais moderadores, e não demiti-los.

juj/pta/ad/llu/tt/ap/am