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Twitter se defende de acusação ser conivente com fake news sobre vacina

·5 min de leitura

Após ser acusado de conivência com perfis falsos e conteúdos mentirosos sobre a covid-19, o Twitter Brasil veio a público para esclarecer os fatos. A plataforma sofreu uma série de questionamentos de usuários nos últimos dias por ter dado o selo de verificação para perfis que não seguem as regras estipuladas pela própria rede, mantido publicações com informações imprecisas ou sem veracidade, além de ter removido o botão de denúncia para fake news sobre vacinas do site.

Em uma longa thread, o perfil Twitter Seguro (@TwitterSeguroBR) disse que vai avaliar internamente revisões nos processos e análises. A rede lembrou que possui um programa para tratar de informações enganosas sobre a covid-19 desde março de 2020, quando a pandemia ganhou força no mundo. Segundo a empresa, a atuação não tem como foco todo e qualquer post com "conteúdo inverídico ou questionável", mas, sim, em tuítes que possam "expor as pessoas a mais riscos de contrair ou transmitir a doença".

A rede social reforçou que a abordagem vai além de apenas decidir se mantém ou retira conteúdos e contas do ar. "O Twitter tem o desafio de não arbitrar a verdade e dar às pessoas que usam o serviço o poder de expor, contrapor e discutir perspectivas. Isso é servir à conversa pública", destacou. O serviço ressaltou o trabalho feito pelo @MomentsBrasil, que reúne tuítes de fontes confiáveis que contrapõem, contextualizam e desmentem afirmações questionáveis expostas na plataforma.

O Twitter esclareceu que a denúncia de informações falsas sobre covid-19 e vacinas ocorreu em caráter experimental nos Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul. O Brasil, portanto, não teria sido contemplado com isso e dependeria dos "resultados coletados" em outras regiões para ter um botão semelhante.

Verificações indevidas a perfis duvidosos

Sobre as verificações dadas a contas que espalham fake news e desinformação, o Twitter Seguro disse ter lançado uma "nova política de acordo com comentários feitos pelas pessoas, cujos critérios estão disponíveis publicamente". Esse trecho é particularmente surpreendente, já que a plataforma nunca fez nenhum tipo de comunicado à sociedade sobre eventuais mudanças nos critérios.

O selo azul tem como objetivo confirmar a autenticidade de perfis de alto alcance e engajamento, mas segue uma lista de critérios definidos pela própria plataforma. As contas devem ser autênticas, notáveis e ativas, com subcritérios dentro de cada uma dessas qualidades que precisam ser preenchidos. A lista de exigências é bem extensa e pode ser acessada na Central de Ajuda do Twitter.

Os critérios para desqualificação de contas são:

  • Contas de paródias, feed de notícias, comentários e fã-clubes não oficiais;

  • Animais de estimação e personagens fictícios, a menos que diretamente afiliados a uma empresa, marca ou organização verificada, ou a uma produção de entretenimento verificada, conforme descrito acima;

  • Contas envolvidas em violações graves de nossa política de manipulação de Plataforma e spam, como compra e venda de seguidores e engajamento; e

  • Contas de indivíduos ou grupos associados a atividade prejudicial coordenada, conteúdo de incitação ao ódio ou outras questões graves estabelecidas pela rede.

A rede social disse que esse procedimento ainda passa por um refinamento, baseado em aprendizados e revisões, que podem causar equívocos. "Ouvimos os questionamentos e reavaliamos, onde erros foram cometidos, fizemos correções", garantiu a conta oficial.

Crítica a selos para contas questionadas

Um dos exemplos mais claros desse problema é o perfil denominado O Gato (@OGatoBH). A conta se identifica como "apoiador do Brasil e do nosso presidente", mas não possui dados sobre o autor, nem foto de perfil ou website oficial. Também não se enquadra no critério de personalidade pública, jornalismo, empresa ou órgãos do governo, fato que não impediu de receber o selo de verificação.

Após perceber o erro, o Twitter retrocedeu e retirou a certificação do perfil. O perfil anônimo ficou conhecido por espalhar conteúdos sobre supostos malefícios das vacinas contra a covid-19 — sem sustentar sua opinião com qualquer estudo de organização científica respeitada —, criticar opositores do atual governo e divulgar podcasts/debates para falar sobre saúde, política e economia.

Outro caso que repercutiu bastante foi a da influenciadora digital identificada apenas como Bárbara, dona do perfil TeAtualizei (@taoquei1). Com mais de 750 mil seguidores, a conta foi alvo de polêmica após o Ministério Público Federal (MPF) ter solicitado explicações ao Twitter sobre a falta do botão de denúncias e a razão pela qual deu o selo de verificação para ela.

Silêncio da rede social

Após os casos de verificação, muita gente foi até o perfil de executivos do Twitter Brasil para cobrar explicações sobre todos esses fatos. Uma profissional da seção brasileira da companhia alvo dos usuários chegou a tornar o perfil privado após receber uma enxurrada de questionamentos sobre a inexistência do recurso para reportar notícias falsas.

Neste caso específico, o Twitter Seguro saiu em defesa da profissional e disse lamentar que "pessoas que trabalham na empresa sofrerem cobranças dirigidas como se respondessem pelas medidas isoladamente". Isso porque a plataforma somente tomaria medidas em conjunto, portanto os dirigentes e funcionários não poderiam ser responsabilizados por eventuais omissões.

Quase uma semana após as primeiras ocorrências, o Twitter finalmente se posicionou sobre o assunto. Era uma ação necessária em um momento tão delicado quanto o atual, quando os climas estão exaltados devido ao momento pré-eleitoral no Brasil. Muita gente não ficou satisfeita com a resposta da rede, por isso é provável que essa história ainda esteja longe de terminar.

Fonte: Canaltech

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