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Twitter planejava concorrente para o OnlyFans

O Twitter planejava se tornar um concorrente direto para o OnlyFans, mas o excesso de pornografia infantil frustrou os planos da plataforma, revelam documentos internos da empresa revelados pelo site The Verge nesta terça (30). No começo de 2022, a rede social queria implementar uma “mudança radical” e permitir a venda de assinaturas por conteúdo adulto de forma nativa, mas a ideia não foi bem recebida internamente.

Segundo a reportagem, o projeto seria semelhante ao que se tornou o Super Follow, que permite colaborar financeiramente com criadores em troca de conteúdo exclusivo. Porém, a modalidade serviria objetivamente para a venda de conteúdo explícito no site, apelidada internamente como ACM — Adult Content Monetization (ou “monetização de conteúdo adulto”, em português).

O Twitter pretendia implementar um modelo de monetização similar ao OnlyFans, com venda de conteúdo adulto, mas cancelou o projeto (Imagem: Reprodução/OnlyFans)
O Twitter pretendia implementar um modelo de monetização similar ao OnlyFans, com venda de conteúdo adulto, mas cancelou o projeto (Imagem: Reprodução/OnlyFans)

Anunciantes e patrocinadores da Rede do Passarinho Azul, porém, rejeitaram a ideia — afinal, ter a marca atrelada a um site que capitaliza conteúdo somente para maiores pode render uma imagem negativa. Frente à rejeição, o Twitter montou um grupo de 84 funcionários (o chamado “Red Team”) para verificar a viabilidade da ideia e provar como a plataforma poderia implementar a função de forma segura e responsável.

Contudo, o Red Team descobriu um problema grave: a presença de pornografia infantil no Twitter. Seria praticamente impossível possibilitar a venda de conteúdo adulto na rede social de forma segura, impedindo que criminosos abusassem do mecanismo para distribuir material ilegal.

O descontrole sobre pornografia infantil na plataforma seria o principal motivo do cancelamento do projeto (Imagem: Reprodução/Depositphotos)
O descontrole sobre pornografia infantil na plataforma seria o principal motivo do cancelamento do projeto (Imagem: Reprodução/Depositphotos)

“O Twitter não consegue detectar com precisão a exploração sexual infantil e nudez não consensual em escala”, constatou o Red Team em abril deste ano. Percebeu-se que era impossível, também, verificar a idade dos criadores de conteúdo.

Então, se no modelo atual do Twitter (sem monetização de conteúdo adulto) a moderação já é incapaz de controlar a circulação de material ilegal, seria ainda mais difícil implementar uma ferramenta nos moldes do OnlyFans e ainda assim agradar anunciantes.

Projeto suspenso, mas o problema persiste

A conclusão do Red Team serviu de alerta e o projeto ACM foi suspenso até que a plataforma implementasse mecanismos de moderação mais eficientes. Entretanto, pouquíssimas mudanças foram desenvolvidas desde a descoberta, e o alto executivo da empresa está ciente do problema com conteúdo pornográfico ilegal.

“Embora a quantidade de conteúdo sexual infantil online tenha crescido exponencialmente, o investimento do Twitter em tecnologias para detectar esse crescimento não acompanharam”, descreve um relatório da empresa lançado em fevereiro. “As equipes estão gerenciando a carga de trabalho usando ferramentas antigas com falhas conhecidas” complementou.

Tal negligência foi reforçada por funcionários entrevistados pelo The Verge. O problema, segundo os relatos coletados, seria lidar com a enorme quantidade de conteúdo presente no site.

Ideia foi descartada

Tempos depois, a plataforma considerou mudar a modalidade de monetização para os criadores de conteúdo adulto, e não o conteúdo em si. A ideia, que também foi suspensa por questões relacionadas a rejeição de anunciantes, custo de implementação e possíveis complicações com autoridades, se chamava “Adult Creator Monetization” (“Monetização de criadores de conteúdo adulto”, em português).

Novamente, foi o Red Team que percebeu que o projeto não seria interessante financeiramente — mais uma vez, por causa do grave problema com conteúdo pornográfico infantil. “Nós temos recursos de segurança fracos para manter os produtos [do Twitter] seguros”, informou a equipe, segundo os documentos.

Depois disso, o foco do Twitter mudou. A plataforma passou a dedicar esforços contra contas falsas e automatizadas para atender as demandas de Elon Musk.

Fonte: Canaltech

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