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Twitter: funcionários demitidos são chamados para voltar para empresa

Twitter tenta trazer de volta funcionários demitidos na última sexta (04) (Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images)
Twitter tenta trazer de volta funcionários demitidos na última sexta (04) (Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images)
  • Twitter: Recontratações acontecem após anunciantes se distanciarem da plataforma;

  • Elon Musk teria extinguido as equipes de moderação de conteúdo, curadoria e direitos humanos;

  • Bilionário quer cortar custos e aumentar a receita do Twitter.

Durante este fim de semana, o Twitter chamou de volta alguns dos funcionários demitidos na sexta-feira (04), pedindo que retornem a suas funções. A notícia foi dada pelo portal americano Bloomberg neste domingo (06).

De acordo com a reportagem, a situação é realmente caótica dentro da empresa, o que teria ocasionado a demissão acidental de alguns funcionários. Elon Musk, o novo CEO da rede social, afirmou que irá demitir até 50% da equipe em seus esforços de conter os gastos da empresa.

Musk, um defensor ávido da liberdade de expressão irrestrita, focou seus primeiros cortes de pessoal nas equipes de comunicação, curadoria de conteúdo, direitos humanos e ética de aprendizado de máquinas, eliminando essas divisões por completo. Funcionários relatam que houveram também cortes nas equipes de engenharia e produtos, mas que essas ainda se mantêm.

O movimento de retorno dos funcionários veio após a admissão do próprio Musk que anunciantes estão se distanciando da plataforma por receios quanto ao futuro da rede social. Em uma declaração dada em seu perfil na rede social, Musk afirmou que a saída dos anunciantes se deu "embora nada tenha mudado com a moderação de conteúdo", quando na verdade neste mesmo dia houve o anúncio de extinção desses stores.

O retorno dos funcionários então pode ser um sinal por parte do bilionário para que as empresas voltem a anunciar na plataforma. O empresário já afirmou que sua busca não é somente para cortar custos, mas também para elevar a receita da empresa, por isso inclusive está passando a cobrar US$ 8 pelo selo azul de verificação.