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Twitter: Elon Musk diz que demissões acabaram, mas corta benefícios

Nesta segunda-feira (21), Elon Musk anunciou que as demissões no Twitter acabaram e que está fazendo um recrutamento para funções nos setores de engenharia e vendas. O comunicado foi feito durante uma reunião geral, segundo informou o portal The Verge. Desde que assumiu a direção da rede social, Musk reduziu o quadro de funcionários de maneira drástica, em que o número de empregados caiu de 7,5 mil pessoas para apenas 2,7 mil.

“Em termos de contratações críticas, eu diria que as pessoas que são ótimas em escrever software são a prioridade mais alta”, ressaltou Musk. O bilionário não especificou o número de vagas disponíveis, mas encorajou os funcionários a indicarem profissionais. Ele ainda afirmou não haver planos para mudar a sede do Twitter para o Texas, assim como fez com a sua empresa automotiva Tesla, mas que poderia fazer sentido uma “sede dupla”.

O bilionário também reconheceu que a reorganização em andamento da empresa “terá muitos erros”, mas “se estabilizará com o tempo”. Ele reforçou que “partes significativas da pilha de tecnologia precisam ser reconstruídas do zero” e sugeriu que irá descentralizar os processos, com equipes de engenharia no Japão, na Índia, na Indonésia e no Brasil.

<a class="link " href="https://canaltech.com.br/celebridade/elon-musk/" rel="nofollow noopener" target="_blank" data-ylk="slk:Elon Musk">Elon Musk</a> comprou o Twitter por US$ 44 bilhões em outubro de 2022 (Imagem: Reprodução/Creative Commons/Duncan Hill)
Elon Musk comprou o Twitter por US$ 44 bilhões em outubro de 2022 (Imagem: Reprodução/Creative Commons/Duncan Hill)

Elon corta benefícios de creche e comida gratuita no escritório

Conforme reportou o site Business Insider, o departamento de RH do Twitter enviou um e-mail na última quinta-feira (17) anunciando cortes de despesas, incluindo benefícios como comida de graça no escritório, além de atividades de integração e bem-estar para os funcionários. Musk vêm enfrentando dificuldades em tornar a rede social lucrativa após a aquisição de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 236,5 bilhões).

No comunicado, a empresa afirma que a companhia está “enfrentando um clima econômico desafiador, no qual é essencial maior atenção aos gastos da gerência”. O e-mail ainda reforçou que todos os funcionários deveriam voltar a trabalhar presencialmente, com algumas exceções a serem analisadas. Um dos benefícios extintos é o custeamento da rede de Wi-fi na casa dos funcionários.

A lista de cortes engloba diversos investimentos de bem-estar, como as atividades de integração trimestrais, incluindo o Acampamento Twitter, que era o principal evento dos funcionários da empresa. Além disso, foi extinto o subsídio para pagar a creche dos filhos dos empregados. As viagens também tiveram reduções, como o valor custeado para alimentação caindo de US$ 150 (R_jobs(data.conteudo)nbsp;805,36) para US$ 75 (R$ 402,68).

A alimentação no escritório deixou de ser gratuita para um modelo parcialmente pago. Segundo o e-mail, as únicas gratuidades serão café, snacks e outras bebidas. Por fim, o limite total de gastos também foi revisado, sendo adequado para o cargo do funcionário. Os gerentes da empresa, por exemplo, terão apenas US$ 500 (R$ 2.684,55) à disposição.

Empresas de tecnologia buscam ex-funcionários do Twitter

Antes de completar uma semana na direção do Twitter, Elon Musk demitiu o conselho administrativo da empresa e realizou demissões em massa, diminuindo a força de trabalho em 50%. Além disso, na última sexta-feira, após o novo CEO da rede social dar um “ultimato” aos funcionários exigindo um comportamento mais “hardcore”, centenas de empregados se demitiram, colocando o funcionamento da plataforma em risco.

Diversas empresas de tecnologia, porém, estão de olho nos talentos dispensados ou que escolheram sair devido à insatisfação com a nova gestão.

Em uma publicação no LinkedIn, Katie Burke, diretora de pessoal da empresa de software norte-americana Hubspot, criticou Musk por relatos que ele teria demitido um grupo de funcionários que havia o criticado e disse: “Se você quer um lugar onde possa discordar (de maneira gentil e clara, é claro) das pessoas, a HubSpot está contratando.” Outras empresas também estão adotando abordagens semelhantes.

A presidente-executiva da startup de software de recrutamento CoderPad, Amanda Richardson, publicou uma carta aberta aos que abandonaram o Twitter, criticando principalmente a proibição do trabalho remoto por Musk: “No CoderPad, acreditamos que suas habilidades dizem tudo. Não onde você se senta. Não se você dorme no trabalho. Não trabalhando 7 dias por semana durante 18 horas por dia.”

Por fim, o presidente-executivo da empresa de nuvem e software Calix, Michael Weening, publicou na rede social corporativa que os recentes eventos do Twitter são “perturbadores” e prometeu aos novos recrutas que desfrutarão uma cultura que “começa com os membros de nossa equipe”. Em um comentário para a Reuters, Weening disse que está é uma grande oportunidade, pois “as pessoas que antes não falavam conosco estão desiludidas e olhando”.

Fonte: Canaltech

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