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Twitter: Elon Musk alerta funcionários sobre possível falência

Nesta quinta-feira (10), Elon Musk levantou a possibilidade da falência do Twitter para os funcionários da empresa durante uma chamada de vídeo, segundo uma reportagem da Bloomberg News. O bilionário teria dito que a rede social não seria capaz de "sobreviver à próxima crise econômica", caso não aumente a receita de assinaturas para compensar a queda da renda publicitária — conforme relata o site Reuters.

Após duas semanas da aquisição da plataforma de miniblog por US$ 44 bilhões (R$ 234 bilhões), o novo presidente do Twitter enfrenta diversas dificuldades, incluindo demissões de executivos em cargos importantes da área de segurança, aviso de um regulador de privacidade dos Estados Unidos, além da fuga de capital dos investidores em anúncios.

Segundo o Reuters, dentre os executivos que pediram demissão desde que Elon Musk tomou a direção da empresa, estão: Yoel Roth, que supervisionou a resposta do Twitter ao combate ao discurso de ódio, desinformação e spam sobre o serviço; Lea Kissner, a diretora de segurança da informação do Twitter; Damien Kieran, diretor de privacidade; e Marianne Fogarty, diretora de conformidade.

Desde a aquisição por Elon Musk, o Twitter tem enfrentado instabilidades e corre o risco de ir à falência (Imagem: Reprodução/Unsplash)
Desde a aquisição por Elon Musk, o Twitter tem enfrentado instabilidades e corre o risco de ir à falência (Imagem: Reprodução/Unsplash)

Twitter desperta preocupação do governo do EUA

As demissões despertaram a atenção da Comissão Federal de Comércio (FTC) dos EUA, que anunciou estar assistindo à situação do Twitter com "profunda preocupação", visto que a saída dos executivos dos setores de privacidade e conformidade colocam a plataforma em risco de violar ordens regulatórias.

"Nenhum CEO ou empresa está acima da lei, e as empresas devem seguir nossos decretos de consentimento. Nossa ordem de consentimento revisada nos dá novas ferramentas para garantir a conformidade, e estamos preparados para usá-los", disse Douglas Farrar, diretor de assuntos públicos da FTC, à Reuters.

Em maio, o Twitter concordou em pagar US$ 150 milhões (R$ 799 milhões) devido a alegações da FTC de que usou indevidamente dados pessoais dos usuários para direcionar publicidade — tendo informado que as informações seriam coletadas apenas por motivos de segurança.

A preocupação ainda vai mais longe no governo norte-americano, com o atual presidente, Joe Biden, anunciando que a "cooperação e/ou relações técnicas de Musk com outros países é digna de ser examinada". A declaração se deu após Musk tweetar comentários a favor da Rússia, incluindo a possibilidade de tirar o acesso à sua rede de internet, Starlink, do povo ucraniano.

Fuga dos anunciantes do Twitter

Em uma participação no Spaces do Twitter, Musk disse aos anunciantes que o seu objetivo é transformar a plataforma em uma força pela verdade e que iria impedir contas falsas. No entanto, suas promessas podem não ser suficientes, visto que a liberação do selo de verificação pelo valor de US$ 8,99 (R$ 47,93) foi recheada de contas falsas e escândalos.

Em um dos casos, a empresa farmacêutica Eli Lilly perdeu milhões de dólares em ações após uma conta fake da companhia, com o selo de verificação comprado, anunciar que a insulina seria de graça. A publicação ficou no ar por horas, sendo o suficiente para acumular centenas de curtidas e retweets.

Dentre as empresas que já anunciaram que estão pausando os investimentos em anúncios na plataforma, estão: Chipotle Mexican Grill, General Motors, General Mills, Mondelez International, Pfizer e a Audi, da Volkswagen.

Fonte: Canaltech

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