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Twitter demite 'cerca de 50%' de seus funcionários no mundo

Comprado por Elon Musk na semana passada, o Twitter, que tinha quase 7.500 funcionários no final de outubro, iniciou uma onda de demissões em todo mundo e anunciou o fechamento temporário de seus escritórios.

"Cerca de 50% do quadro de funcionários será afetado" pelas demissões em curso na empresa californiana, conforme documento enviado aos funcionários da rede social nesta sexta-feira (4) e consultado pela AFP.

Milhares de funcionários do Twitter foram chamados a ficar em casa hoje, à espera de uma rodada de demissões, no âmbito de uma reestruturação da empresa lançada por seu novo proprietário, o bilionário Elon Musk.

Um e-mail sem assinatura enviado na quinta-feira (3) para toda empresa, ao qual a AFP também teve acesso, já havia anunciado que os funcionários do Twitter receberiam notícias sobre seu futuro por correio eletrônico nesta sexta.

Os jornais The Washington Post e The New York Times já haviam antecipado a notícia de que cerca de metade dos 7.500 funcionários da plataforma seria afetada.

"Em um esforço para colocar o Twitter em um curso saudável, iniciaremos o difícil processo de reduzir nossa força de trabalho global", afirmava o e-mail.

Alguns trabalhadores já haviam descoberto nesta sexta sobre seu desligamento e recorreram à rede social para se despedir de seus colegas.

"Não tenho emprego", tuitou o ex-funcionário Blake Herzinger, enquanto outros relataram ter perdido o acesso aos servidores e contas de e-mail da empresa.

O e-mail enviado ontem instruía os funcionários do Twitter a não se apresentarem ao trabalho nesta sexta.

"Nossos escritórios estarão temporariamente fechados, e todas as credenciais de acesso serão suspensas", dizia a mensagem.

O texto também observou que o Twitter está passando por um momento "incrivelmente desafiador".

"Reconhecemos que isso afetará muitas pessoas que deram contribuições valiosas ao Twitter, mas, infelizmente, essa ação é necessária para garantir o sucesso da empresa no futuro", acrescentou.

Os funcionários se preparavam para isso desde que Musk concluiu a aquisição da empresa, por US$ 44 bilhões, no final da semana passada. Rapidamente, o bilionário dissolveu o conselho administrativo e demitiu seu CEO e outros executivos.

Na quinta-feira, cinco funcionários do Twitter que foram demitidos entraram com uma ação coletiva contra a empresa, alegando que não receberam o período de aviso prévio de 60 dias exigido pelas leis federal e do estado da Califórnia.

O processo faz alusão à Lei de Notificação de Reajuste e Retreinamento do Trabalhador (WARN), que dá aos trabalhadores o direito de aviso prévio em casos de demissões em massa, ou de fechamento de fábricas.

Também pede à Justiça que impeça o Twitter de pedir aos funcionários que assinem documentos para renunciar a seus direitos sob a Lei WARN.

Alguns funcionários não esconderam suas críticas ao processo iniciado por Musk, engenheiro de 51 anos nascido na África do Sul, com cidadania americana e canadense e fundador das empresas de veículos elétricos Tesla e de engenharia espacial SpaceX.

"O atual processo de demissões é uma farsa e uma vergonha. Os lacaios da Tesla estão tomando decisões sobre pessoas, sobre as quais nada sabem (...) É completamente absurdo", tuitou Taylor Leese, diretor de uma equipe de engenharia que disse ter sido demitido.

Musk, o homem mais rico do mundo, disse que pagou demais pelo Twitter e quer fazer a empresa lucrar, e rápido.

Nesta sexta, Musk jogou a culpa da queda da receita do Twitter em "um grupo de ativistas que pressionam os anunciantes, embora nada tenha mudado com a moderação do conteúdo e fizemos tudo o que pudemos para apaziguar os ativistas".

"É realmente uma besteira! Estão tentando destruir a liberdade de expressão nos Estados Unidos", acrescentou.

Na terça-feira, ele anunciou que planeja lançar uma assinatura de US$ 8 por mês para os usuários que desejam certificar a autenticidade de sua conta e serem menos expostos à publicidade.

Musk disse que quer aumentar a receita do Twitter de US$ 5 bilhões em 2021 para mais de US$ 26 bilhões em 2028.

Grandes empresas, como General Motors e Volkswagen, suspenderam sua publicidade no Twitter após a aquisição.

Grupos de direitos civis levantaram preocupações de que Musk esteja abrindo a rede social à desinformação e ao discurso de ódio, ao restabelecer contas bloqueadas, como a do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. O magnata republicano foi expulso logo após seus apoiadores invadirem o Capitólio americano, em 6 de janeiro de 2021.

Em reação às críticas, Musk anunciou que formará um comitê para avaliar a futura política da rede social sobre postagens e restabelecimento de contas bloqueadas.

juj/tjj/dw/aha/mca/ad/yow/mr/tt