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Twitter Blue decepciona usuários ao cobrar por recursos fundamentais

·4 min de leitura

Com o desembarque oficial do serviço de assinaturas do Twitter nos Estados Unidos nesta semana, os usuários puderam experimentar as novidades prometidas pela rede social. Alguns usuários relataram ter recebido o aviso aqui no Brasil, mas ao clicar receberam uma mensagem de indisponibilidade: como de costume, o pessoal foi justamente para a plataforma para poder "xingar muito no Twitter".

Por um valor inicial de US$ 2,99 por mês (R$ 15,90 aqui no Brasil, embora ainda não confirmado), o Twitter Blue chegou com a promessa de tornar a plataforma mais personalizável e simples de usar. Na prática, porém, a mídia social pode ter dado um tiro no próprio pé ao reservar para os pagantes a execução de recursos básicos de qualquer outra concorrente. A impressão é de uma rede capada, parada no tempo e focada apenas no lucro, sem se importar com a usabilidade dos seus mais fiéis clientes.

O pessoal não curtiu muito a necessidade de pagar para ter recursos que deveriam ser básicos do Twitter (Imagem: Divulgação/Twitter)
O pessoal não curtiu muito a necessidade de pagar para ter recursos que deveriam ser básicos do Twitter (Imagem: Divulgação/Twitter)

Até agora, são esses os recursos confirmados:

  • Artigos sem anúncios para leitura limpa no Twitter

  • Textos exclusivos

  • Temas para mudar o visual da rede

  • Pastas de favoritos

  • Navegação personalizável

  • Botão de desfazer tuítes

  • Modo de leitor para acompanhar tópicos

  • Twitter Blue Labs: acesso antecipado a recursos em testes, como vídeos mais longos e mensagens diretas fixadas

Em um primeiro olhar, é possível separar as adições em duas categorias: uma voltada para quem deseja se informar com notícias de fontes confiáveis da imprensa; outra focada em trazer funcionalidades que dão um upgrade na experiência geral das pessoas, algo que foi negligenciado durante os últimos anos pela plataforma.

Adicionais ou fundamentais?

A parte de notícias é um adicional bacana, mas, de fato, pode não ser suficiente para atrair tantos usuários, razão pela qual a equipe apostou em colocar alguns recursos bacanas de modo restrito. O grande problema disso é que pouquíssimas pessoas também se sentiriam atraídas a assinar um serviço apenas por causa desses extras.

Na prática, o que a rede social fez foi criar algo que provavelmente não terá adesão por uma razão nem por outra, mas que vai privar sua ativa base de usuários de ter acesso à, por exemplo, a capacidade de corrigir rapidamente um erro de digitação com um botão "Editar". O Instagram, por exemplo, tem essa função de modo nativo há um bom tempo, assim como o Facebook, que permite até editar os comentários feitos.

O modo de leitor para tópicos e a configuração da barra de navegação são outros dois exemplos de correções para falhas claras no design do produto que simplesmente são restritas para quem está disposto a pagar. Seria como se você comprasse um automóvel que só ultrapassa os 60 km/h se você pagar um adicional, mesmo com capacidade para atingir 220 km/h.

Outra mancada também deixada de fora é uma das reclamações mais recorrentes: a leitura de conversas encadeadas em longos fios, que confundem as pessoas e as fazem se perder quando a thread é muito longa. É diferente de, por exemplo, personalizar a cor da linha ou mudar a fonte para respostas ao tópico, coisas que poderiam chegar junto ao Twitter Blue.

E no Brasil?

Por enquanto, ainda não há uma data oficial para a chegada do Twitter Blue no Brasil, portanto ainda nem dá para saber se esse nome será mantido ou se vão abrasileirar o nome do programa. O fato é que a aposta da rede social de Jack Dorsey, embora seja válida — afinal, a empresa deseja variar suas fontes de receita —, anda no limiar com a falta de cuidado para com os clientes, além de transparecer uma mentalidade um tanto quanto "mercenária".

Se o preço originalmente vazado se mantiver por aqui, uma assinatura custaria R$ 15,90, muito mais do que os R$ 7,90 da Twitch, na qual você apoia seu streamer, tem frete grátis na Amazon e ainda tem acesso liberado ao Prime Video. Colocados em valores anuais, o montante chegaria a R$ 190,80 apenas para você usar uma rede social "mais completa": será que as pessoas estariam dispostas a fazer esse investimento com os atuais benefícios do Twitter Blue?

É difícil saber ao certo a resposta sem o serviço chegar por aqui, e muitas novidades ainda podem chegar para justificar o investimento, por isso o Canaltech estará de olho e trará as novidades sobre o Twitter em primeira mão.

Fonte: Canaltech

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