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Twitter é tomado por informações falsas sobre apagão durante protestos em Washington

(ARQUIVO)Foto de 27 de maio de 2020, logotipo do Twitter é exibido em um telefone celular em Arlington, Virginia.

O Twitter informou que está "investigando ativamente" a expressão #dcblackout (#apagaoemdc) após detectar tuítes falsos ou enganosos de uma série de contas durante uma noite de distúrbios em Washington após a morte do afro-americano George Floyd por um policial.

A rede social informou que "suspendeu centenas de contas de spam" sob sua política para evitar manipulações na plataforma.

Um porta-voz da empresa observou ainda: "Estamos tomando medidas proativas sobre qualquer tentativa coordenada de alterar o debate público sobre esse assunto".

Várias contas tuitaram sobre um suposto apagão nas comunicações entre 01:00 e 06:00 horas locais.

Alaina Gertz, porta-voz do Departamento de Polícia Metropolitana, negou tal interrupção: "Parece informação falsa. Não temos confirmação de blecaute em telefones celulares".

Um jornalista da AFP que cobria os protestos também afirmou que a conexão funcionava sem problemas às 01:30 do horário local.

Outros tuítes compartilharam a imagem de um grande incêndio próximo ao monumento de Washington, mas uma verificação de imagem revelou que tratava-se de uma cena do programa de televisão "Designated Survivor", filmado em Washington.

Alex Engler, membro da Brookings Institution, especializada em inteligência artificial e política, calculou mais de 30.000 retuítes de conteúdo falso ou enganosos compartilhados sob a hashtag.

Os tuítes foram posteriormente compartilhados como capturas de tela no Facebook e Instagram.

Em meio a protestos em todo o país pela morte de Floyd em Minneapolis, Engler disse que as pessoas que querem espalhar informações falsas sabem como criar conteúdo com carga emocional alinhada à indignação preexistente e, portanto, rapidamente compartilhado.

Além disso, ele disse que observou contas falsas que retuitaram o conteúdo com a hashtag #dcblackout, com um número baixo de seguidores. "Os robôs não estão lá para espalhar a desinformação", explicou. "Eles são usados para fazer o material parecer verdadeiro e confiável. Depois, existem pessoas reais com redes reais para divulgá-lo".