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Twinkle: 1º observador comercial de exoplanetas será lançado em 2024

·3 minuto de leitura

Pela primeira vez na história da exploração espacial, uma missão comercial para observação de exoplanetas está em andamento. Previsto para ser lançado em 2024, o satélite Twinkle, da Blue Skies Space, já tem financiamento garantido para começar a ser montado no próximo ano. Através de seu telescópio de 50 centímetros de diâmetro, ele será capaz de fazer medições espectroscópicas da composição atmosférica de planetas em outros sistemas estelares ou até mesmo de asteroides no Sistema Solar com a mesma precisão do Telescópio Espacial Hubble.

Atualmente, o Twinkle é apoiado por mais de 10 universidade de todo o mundo, e até mesmo a Agência Espacial Europeia (ESA) contribuiu com o projeto que em breve será construído pela Airbus. A ideia do observador de exoplanetas surgiu quando o pós-doutorado em astronomia chamado Marcell Tessenyi, da University College London (UCL), decidiu seguir por essa área de interesse em seu doutorado e, apesar dos telescópios espaciais potentes, como o Hubble ou o já aposentado Kepler, nenhum deles foi desenvolvido para oferecer mais informações sobre o exoplaneta descoberto.

A partir da espectroscopia, é possível observar quais elementos estão presentes na atmosfera de um exoplaneta (Imagem: Reprodução/Blue Skies Space)
A partir da espectroscopia, é possível observar quais elementos estão presentes na atmosfera de um exoplaneta (Imagem: Reprodução/Blue Skies Space)

Tessenyi decidiu, então, abrir a Blue Skies Space com a intenção de atrair financiamentos do setor privado. "O componente mais difícil foi o ceticismo que veio de muitas pessoas diferentes na comunidade inicialmente, porque era um modelo inteiramente novo", explica. Assim como a SpaceX vende viagens para a Estação Espacial Internacional (ISS), a Blue Skies pretende vender dados científicos de exoplanetas para seus clientes. Nesse sentido, universidades poderiam assinar um contrato para terem acesso aos dados. E não apenas dados de exoplanetas, como também de objetos do próprio Sistema Solar, incluindo asteroides, cometas e luas.

Embora o Hubble seja capaz de fazer medições espectroscópicas de objetos distantes e, com isso, descobrir alguns dos compostos químicos que estão presentes na atmosfera de um determinado exoplaneta, ele tem uma faixa limitada de comprimentos de onda para observar. “Não sabemos ao certo o que estamos olhando”, diz Tessenyi. Além disso, astrônomos precisam competir pelo tempo de uso de telescópios como o Hubble para pesquisas em diversas áreas.

O satélite ficará a uma altitude de 700 km, enquanto orbita a Terra (Imagem: Reprodução/Blue Skies Space)
O satélite ficará a uma altitude de 700 km, enquanto orbita a Terra (Imagem: Reprodução/Blue Skies Space)

Apenas o projeto Atmospheric Remote-Sensing Infrared Exoplanet Large Survey (ARIEL), da ESA, previsto para ser lançado em 2029, terá o mesmo objetivo que o Twinkle: descobrir a composição da atmosfera de exoplanetas distantes. Claro que o Telescópio Espacial James Webb, com lançamento programado para o fim deste ano, contribuirá para as pesquisas de outros mundos, mas ele será usado também para uma variedade de outras finalidades astronômicas.

Tanto o Twinkle quanto ARIEL serão capazes de responder a perguntas fundamentais sobre outros mundos. "Existe água na atmosfera dos exoplanetas? Existe monóxido de carbono? Com ​​isso podemos começar a fazer estudos populacionais, podemos fazer uma planetologia comparativa entre nosso sistema solar e os planetas excitantes que foram descobertos lá fora", explica Tessenyi.

Confira, abaixo, a demonstração da futura missão Twinkle:

Fonte: Canaltech

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