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TV por assinatura perde quase 80 mil clientes em apenas um mês

TV paga adota estratégia antiga, sem considerar a onda 'on demand' e atendimentos menos burocráticos (Getty Images)
TV paga adota estratégia antiga, sem considerar a onda 'on demand' e atendimentos menos burocráticos

(Getty Images)

  • TV por assinatura perde quase 80 mil clientes em junho;

  • Serviço alcançava 13,2 milhões de domicílios em maio, mas caiu para 13,1 milhões em junho;

  • Avanço do streaming e da pirataria contribuem com resultado.

A TV por assinatura no Brasil perdeu quase 80 mil clientes no mês de junho, apontam dados oficiais da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), divulgados pela coluna de Ricardo Feltrin, do UOL.

Enquanto em maio havia 13,2 milhões de domicílios com o serviço, junho fechou com 13,1 milhões de assinantes. Em comparação a um ano atrás, em junho de 2021, a TV paga encolheu cerca de 5,7%.

O que explica a situação?

Conforme apontado pelo UOL, há uma série de motivos que contribuem com o fenômeno – que vale dizer, não acontece só no Brasil, mas no mundo todo. Dentre eles, está o avanço dos streamings, que cada vez oferecem preços mais competitivos e benefícios mais atraentes. Uma pesquisa da NZN Intelligence mostrou que cerca de 84% dos brasileiros assinam ao menos duas plataformas e outros 34% pagam para ter mais de quatro serviços à disposição.

Se antes o que diferenciava a TV paga dos streamings eram os canais de esporte, hoje isso pode não fazer mais tanto sentido, já que HBO Max e assinaturas combinadas de Globoplay e Star+ oferecem acesso às transmissões esportivas. Somam-se a isso os streamings gratuitos, aparelhos de televisão conectada e pirataria.

A estratégia defasada adotada pelos canais pagos também contribui com a queda no número de assinantes. Afinal, contrariando a onda atual, os clientes não conseguem escolher todos os canais que desejam e acabam levando no pacote programações religiosas e outros conteúdos irrelevantes.

A grade, além de repetitiva, inclui interrupções a cada 10 minutos em alguns casos, sendo que propagandas com os mesmos anunciantes – como Colchões Emma e Trivago – são bastante comuns. Por fim, o atendimento burocrático do SAC desanima, quando comparado ao de streamings que resolvem tudo facilmente online.