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Tutores e cuidadores de pessoas com deficiência: após confusão na Barra, secretarias esclarecem quem pode se vacinar; veja

·5 minuto de leitura

Mãe de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a dona de casa Natacha Duarte, de 37 anos, descobriu, por um grupo de WhatsApp, que o Grupamento de Busca e Salvamento da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, era o único posto de vacinação contra a Covid-19 da capital que estava vacinando tutores de pessoas com deficiência intelectual contra a Covid-19. Às 4h da manhã desta segunda-feira (10), a moradora de Rio das Ostras deixou a filha de 3 anos com a avó e partiu para o Rio de Janeiro, a cerca de 180 quilômetros de distância, para conseguir uma dose da vacina.

Às 7h30 da manhã, quando Natacha chegou ao local, todas as doses destinadas a tutores de pessoas com deficiência já tinham se esgotado, diz ela. Segundo representantes de grupos de pais de PCD, o Grupamento reserva, diariamente, 100 doses de vacina para a categoria. Natacha resolveu aguardar na fila debaixo de sol forte, até que, por volta das 11h, com a chegada de um novo carregamento de imunizantes, outras 100 senhas foram distribuídas. Depois de gastar mais de R$ 200 para se deslocar entre municípios, Natacha conseguiu se vacinar.

— Vi que o Governo do Estado publicou uma lei que incluía tutores de pessoas com deficiência intelectual entre os grupos prioritários, mas ninguém sabia onde eles estavam sendo recebidos. Nos grupos de pais de crianças com autismo, um dizia uma coisa, outro dizia outra, até que recebi essa informação do posto da Barra — conta.

Uma onda de desinformação provocou confusão em frente ao Grupamento de Busca e Salvamento da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, nesta segunda-feira. Como Natacha, dezenas de pais, responsáveis e tutores de pessoas com deficiência intelectual receberam a informação de que conseguiriam se vacinar no local, enquanto nenhum dos demais postos de vacinação estavam recebendo o grupo — nem mesmo as outras sedes do Corpo de Bombeiros. Por falta de doses suficientes para todos, muitos que madrugaram à porta do posto saíram de lá insatisfeitos. Relatos apontam que a cena tem se repetido há dias.

Prova disso é a jornada que Maira Costa, de 51 anos, trava desde a última sexta-feira (7). A consultora de empresas já foi a outros postos na própria Barra da Tijuca, assim como no Recreio dos Bandeirantes e no Humaitá, na Zona Sul, e não pôde se vacinar. Mãe de um adolescente autista de 16 anos, ela diz que seu itinerário foi motivado pela determinação estadual que permite a inclusão de tutores e cuidadores de pessoas com deficiência permanente entre os grupos prioritários da vacinação contra a Covid-19, e por isso se surpreendeu ao ver que diversos postos do município do Rio lhe recusavam o imunizante.

— Como a gente não tem informação, a gente começa a bater de porta em porta. Um posto vacina, o outro não vacina. Vira uma gincana — ironiza.

Tudo começou quando o governo estadual aprovou, no último dia 30, um projeto de lei que autoriza a união de pais, tutores e cuidadores de pessoas com deficiência permanente aos demais públicos prioritários da vacinação contra a Covid-19. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a imunização da categoria ocorrerá, contudo, conforme orientação do Ministério da Saúde (MS) na entrega de remessas. No momento, o ministério não destina doses para o grupo. "Outros grupos já elencados como prioritários desde o início da campanha também aguardam para serem imunizados", diz a SES.

Embora a lei não especificasse a que fase do Plano Nacional de Imunizações (PNI) o novo grupo seria adicionado, o Grupamento de Busca e Salvamento da Barra da Tijuca, de maneira solitária, optou por ministrar a vacina a tutores de PCD. Segundo membros da categoria, o comando do local, solidário à causa das pessoas com deficiência, comprometeu-se a vacinar tantos tutores quanto fosse possível. Estes, por sua vez, se mobilizaram virtualmente e acabaram comparecendo em peso à sede. O GLOBO não conseguiu contato com o alto escalão do Grupamento de Busca e Salvamento.

Notificado sobre a aglomeração em frente ao endereço, o Corpo de Bombeiros frisou que sua orientação é "seguir o calendário do Plano Nacional de Imunizações, preconizado pelas autoridades. Para os casos de descumprimento das diretrizes, serão aplicadas as medidas cabíveis internamente".

A corporação garantiu, contudo, que a segunda dose daqueles que conseguiram se vacinar está garantida.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) esclarece que os pais e tutores de pessoas com deficiências não fazem parte dos grupos prioritários para a vacinação contra a Covid-19 relacionados pelo PNI. A pasta diz ainda que prioriza a vacinação "dos grupos que são mais vulneráveis a complicações e óbito pela Covid-19, dentro do que é recomendado pelo PNI".

No entanto, vale ressaltar que, à luz do PNI, o significado de "tutores" difere do de "cuidadores". Estes, por serem trabalhadores da saúde, podem se imunizar em qualquer posto de vacinação da cidade. Trata-se de profissionais contratados para cuidar de pessoas com deficiência, seja em unidades de saúde, seja em residências de pacientes.

Para se vacinar, o cuidador deve apresentar uma carteira de identificação original com foto e um documento comprove o vínculo ativo com um serviço de saúde, como os três últimos contracheques ou declaração emitida e assinada pelo estabelecimento em que atuam.

No caso dos cuidadores, também é possível apresentar carteira de trabalho ou contrato que informe o serviço de empregado doméstico, se este for o caso. Nessa hipótese, porém, também é necessário mostrar outro documento que comprove a profissão de cuidador, como um certificado de curso. Trabalhadores autônomos deverão comprovar que atuam na área mediante a apresentação de algum documento.

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