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Turquia prolonga prospecção de gás no Mediterrâneo e critica a França

Burcin GERCEK
·3 minutos de leitura
O navio turco de pesquisa sísmica Oruc Reis (C) é escoltado por embarcações militares no Mar Mediterrâneo em frente a Antalya, em 10 de agosto de 2020

Turquia prolonga prospecção de gás no Mediterrâneo e critica a França

O navio turco de pesquisa sísmica Oruc Reis (C) é escoltado por embarcações militares no Mar Mediterrâneo em frente a Antalya, em 10 de agosto de 2020

A Turquia anunciou nesta quinta-feira (27) a realização de manobras militares no Mediterrâneo oriental e a extensão de suas prospecções em uma zona rica em hidrocarbonetos, apesar do risco de agravar as tensões atuais com a Grécia.

Diante desta escalada das tensões, o chefe da diplomacia alemã, Heiko Maas, afirmou que as manobras militares no Mediterrâneo "devem cessar" para permitir o diálogo entre Atenas e Ancara, ao início de uma reunião dos 27 membros da UE em Berlim.

Mas na região sobram ventos nada pacíficos. A Turquia anunciou nesta quinta que estenderá a missão de seu navio de prospecção "Oruç Reis" em uma zona rica em jazidas de gás no Mediterrâneo oriental, reivindicada pela Grécia.

A Marinha turca anunciou que a missão se estenderá até "1º de setembro". O envio inicial do navio para o sul da ilha grega de Kastellorizo, em 10 de agosto, suscitou a ira de Atenas e avivou uma escalada das tensões entre os dois países.

"Continuaremos com nossas atividades (de busca de hidrocarbonetos) pelo tempo que for necessário. Não há data limite", afirmou nesta quinta o ministro turco da Defesa, Hulusi Akar, em entrevista com a agência oficial de notícias Anadolu.

Além disso, a Marinha turca informou que realizaria "exercícios de tiro" em 1º e 2 de setembro na costa de Iskenderun, região situada a nordeste da ilha de Chipre.

No entanto, estas manobras não preocupam Atenas, pois se realizam longe da Grécia, em uma zona onde a Turquia faz "seus próprios exercícios", informou uma fonte militar grega à AFP.

O Parlamento grego ratificou um acordo bilateral sobre a delimitação de áreas marítimas de exploração de hidrocarbonetos no Mediterrâneo oriental.

Este acordo é considerado uma resposta ao pacto turco-líbio assinado no fim de 2019.

- Diplomacia, não navios de guerra -

Devido a esta situação volátil, "precisamos de uma solução diplomática para este conflito. Ninguém quer resolvê-lo com navios de guerra no Mediterrâneo oriental", advertiu o ministro alemão, Heiko Maas, cujo país está implicado em uma mediação para resolver a crise de exploração de zonas marítimas ricas em hidrocarbonetos.

Em entrevista por telefone nesta quarta-feira com o chefe de Estado turco, Recep Tayyip Erdogan, o presidente americano, Donald Trump, também expressou sua preocupação com "o aumento das tensões entre os dois aliados da Otan", segundo a Casa Branca.

A descoberta de importantes jazidas de gás nos últimos anos agravou as já antigas disputas entre a Grécia e a Turquia sobre suas fronteiras marítimas.

Nesta mesma entrevista por telefone, Erdogan afirmou que não é a Turquia que "provoca instabilidade no Mediterrâneo oriental", segundo Ancara.

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, que também falou por telefone com Trump, garantiu que a "Grécia está disposta a uma desescalada significativa com a condição de que a Turquia pare de imediato com suas ações de provocação".

- Irritação turca -

Ancara costuma expressar sua irritação ante a intervenção de países europeus, especialmente da França, e dos Estados Unidos neste contencioso com a Grécia.

O ministro turco da Defesa acusou nesta quinta-feira a França e contribuir para a escalada ao enviar aviões de guerra para Chipre para expressar, assim, seu apoio a Atenas.

"Acabou o tempo da intimidação. Agindo assim, não há a menor possibilidade de nos obrigar a fazer algo através da intimidação", advertiu o ministro Akar.

bg-burs/gkg/me/mb/mvv