Mercado fechado

Turismo perdeu R$ 14 bilhões em março devido à pandemia, diz CNC

Alessandra Saraiva
(Foto: Fran Santiago/Getty Images)

A economia do turismo registrou perdas de R$ 11,9 bilhões em volume de receitas na segunda metade de março, quando ocorreu intensificação do avanço da covid-19 no país, originada por contaminação pelo novo coronavírus. Isso na prática representou queda de 84% no faturamento do setor, em comparação com igual período no ano passado. É o que mostrou hoje a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em levantamento sobre o tema.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Finanças no Google News

Ainda de acordo com a entidade, a nova doença, que motivou isolamento social e suspensão de algumas atividades de serviços - como forma de evitar aglomerações e conter disseminação da covid-19 - já havia levado a prejuízo de R$ 2,2 bilhões na primeira quinzena de março. Isso, na prática, conduz a um prejuízo de R$ 14 bilhões ao setor de turismo no mês passado.

Leia também

O impacto da covid-19 na economia do turismo tem potencial de reduzir 295 mil empregos formais em apenas três meses, estima a entidade.

Em comunicado, a CNC destacou que, ao longo de março, houve intensificação de medidas visando a redução do ritmo de expansão da covid-19, como o isolamento social e o fechamento das fronteiras a estrangeiros em diversos países. A iniciativa reduziu drasticamente o fluxo de passageiros em todo o mundo e levou a uma taxa de cancelamento de voos inédita no Brasil, observou a entidade.

Segundo cálculos citados pela confederação, considerando os 16 maiores aeroportos do País, responsáveis por mais de 80% do fluxo de passageiros, as taxas de cancelamento de voos nacionais e internacionais saltaram de uma média diária de 4% nos primeiros dias de março para 88% até o final daquele mês. Já o número de voos confirmados diariamente recuou 91% – em relação à última semana de fevereiro.

Além disso, a entidade observou que quatro aeroportos que atendem diretamente às regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo – principais focos doença no Brasil – registraram taxas de cancelamento superiores a 80% no fim de março. Os aeroportos de Goiânia e Salvador, por sua vez, chegaram a zerar o tráfego aéreo em determinados dias do mês passado.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, ressaltou, em nota, que o setor de turismo é diretamente afetado pelas ações necessárias para prevenção ao coronavírus, como a impossibilidade de viagens, reservas e visitações.

"As atividades econômicas que compõem os setores representados pela CNC dependem da circulação de mercadorias e consumidores e, por isso, são os que apresentam maior potencial de impacto negativo", completou ele, no comunicado.

A CNC informou, ainda, estar trabalhando em parceria com o Ministério do Turismo na elaboração de ações que visem orientar o setor com as melhores maneiras de agir no período da crise provocada pela nova doença.

Siga o Yahoo Finanças no Instagram, Facebook, Twitter e YouTube e aproveite para se logar e deixar aqui abaixo o seu comentário.