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Turismo despenca na Bolsa com avanço da Covid-19 na Europa

JÚLIA MOURA
·3 minutos de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bovespa, em São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bovespa, em São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nesta segunda-feira (21), empresas ligadas ao setor de turismo tiveram forte queda nas Bolsas de Valores globais com o avanço da Covid-19 na Europa. O índice de ações viagens e lazer da região caiu 5,2% e, no Brasil, os papéis da Gol caíram 8,46%, a R$ 18,40 e os da Azul, 7,80%, a R$ 26. Embraer teve queda de 4,79% (R$ 6,36) e CVC de 4,40% (R$ 16,52).

Além disso, as ações de bancos tiveram fortes quedas após reportagens denunciarem cerca de US$ 2 trilhões (R$ 10,80 trilhões) em transferências suspeitas por grandes credores.

O Ibovespa cedeu 1,32%, a 96.990 pontos, menor patamar desde 3 de julho. O dólar subiu 0,44%, a R$ 5,3990, maior valor desde 31 de agosto. O turismo está a R$ 5,70.

Nos Estados Unidos, S&P 500 caiu 1,16%, Dow Jones, 1,84% e Nasdaq, 0,13%. O índice europeu Stoxx 600 recuou 3,3%, pior queda em três meses.

No domingo (20), o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, disse que um segundo lockdown nacional seria possível. Se a pandemia continuar no ritmo atual no Reino Unido, projeções indicam até 50 mil novos casos de coronavírus por dia até meados de outubro.

Nesta segunda, o primeiro-ministro Boris Johnson marcou uma reunião de emergência para esta terça (22) para discutir os próximos passos no combate ao aumento de casos do coronavírus. Johnson também deve fazer um discurso no parlamento abordando o tema na terça.

Na sexta, o primeiro-ministro disse ele não quer outro lockdown nacional, mas que novas restrições podem ser necessárias porque o país enfrentaria uma inevitável segunda onda de Covid-19.

A agência de estatísticas do Reino Unido disse que por volta de 6 mil pessoas por dia, apenas na Inglaterra, provavelmente pegaram a doença durante a semana de 10 de setembro, com base em testes aleatórios.

O Reino Unido teve o maior índice de mortes da Europa por Covid-19, com mais de 41 mil, segundo a contagem do governo.

O aumento recente de infecções ainda não levou a um crescimento similar em novas mortes - em parte porque os casos estão concentrados entre pessoas mais jovens -, mas as internações hospitalares estão começando a crescer.

Mais de 10 milhões de pessoas em partes do norte e da região central da Inglaterra já estão sob alguma forma de lockdown, como proibição de convidar amigos ou familiares para suas casas, ou visitar bares e restaurantes depois das 22h.

O avanço do coronavírus também impactou o preço do petróleo, que cedeu 3,22%, a US$ 41,76 o barril do Brent (referência internacional). Além disso, investidores temem uma possível retomada na produção da Líbia, que ampliaria o excesso de oferta da matéria-prima.

As ações preferenciais (mais negociadas) da Petrobras cederam 3,46%, a R$ 20,90.

Na Bolsa da Alemanha, o Deutsche Bank derreteu 8,7%, a 7 euros, após relatórios apontarem que o banco alemão e demais instituições financeiras, como o HSBC, teriam ajudado suspeitos de terrorismo, traficantes de drogas e autoridades estrangeiras corruptas a movimentar trilhões de dólares em todo o mundo, apesar das preocupações dos próprios bancos sobre a natureza suspeita das transações.

Os documentos, conhecidos como relatórios de atividades suspeitas (SARs, na sigla em inglês), foram obtidos pelo BuzzFeed News e compartilhados com um consórcio mundial de jornalistas. Os mais de 2.100 relatórios, apresentados pelos principais bancos dos Estados Unidos e internacionais, referem-se a mais de US$ 2 trilhões em transações entre 1999 e 2017.