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Turbulência testa determinação de Xi em frear setor imobiliário

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Quais são os limites das restrições do presidente da China, Xi Jinping, ao setor imobiliário do país?

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A questão tornou-se repentinamente urgente nas mesas de negociações ao redor do mundo. Durante meses investidores viram a crise da endividada incorporadora China Evergrande sob controle, mas, na segunda-feira, correram para precificar o risco de que as medidas de Xi para esfriar o mercado imobiliário chinês tenham o efeito contrário e acabem por afetar a economia.

A turbulência resultante poderia aumentar a pressão sobre líderes chineses para frear os controles ou pelo menos tomar medidas para limitar o impacto no mercado. Analistas do Goldman Sachs recomendaram que as autoridades enviem uma “mensagem mais clara” sobre como planejam impedir que a Evergrande cause “impactos significativos” na economia em geral. O Citigroup disse que as autoridades podem cometer um “erro de política de controle excessivo”. Economistas do Société Générale atribuem probabilidade de 30% de um “pouso forçado”.

“Embora a maioria não espere que a Evergrande entre em colapso de repente, o silêncio e a falta de ações importantes por parte das autoridades fazem com que todos entrem em pânico”, disse Ding Shuang, economista-chefe para Grande China e Norte da Ásia na Standard Chartered, em Hong Kong. “Espero que a China, pelo menos, ofereça algum apoio verbal em breve para estabilizar a confiança.”

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu mais de 3% na segunda-feira, liderado por imobiliárias. O preço médio de dívidas com grau especulativo em dólares de emissores chineses teve a maior baixa em cerca de um ano. A queda de 12% dos futuros do minério de ferro só piorou as coisas, assim como feriados em muitos mercados asiáticos.

Autoridades chinesas, que recentemente contrataram consultores para analisar a Evergrande, não deram garantias públicas de que exista um plano liderado pelo estado para resolver a crise. Os comentários da mídia oficial têm evitado o assunto, com exceção de um tabloide segundo o qual a Evergrande é um “caso isolado” e que acusou meios de comunicação ocidentais de atacarem a economia chinesa. Não há sinais claros da entrada de fundos estatais no mercado acionário doméstico, como ocorreu em março.

A resposta até agora tem se limitado em grande parte à atuação do Banco Popular da China, que injetou 90 bilhões líquidos de yuans no sistema bancário na sexta-feira. E outros 100 bilhões de yuans no sábado.

A Evergrande tem cerca de US$ 300 bilhões em passivos, mais do que qualquer outra incorporadora imobiliária no mundo. É uma gigante no mercado de títulos de alto rendimento em dólares da China, respondendo por cerca de 16% das notas em circulação. Cerca de US$ 83,5 milhões em juros de um título em dólares de cinco anos vence na quinta-feira, e o não pagamento em 30 dias pode constituir um default. A Evergrande também precisa pagar um cupom de 232 milhões de yuans (US$ 36 milhões) de um título onshore no mesmo dia.

As ações da Evergrande chegaram a cair 19% na segunda-feira, o que derrubou seu valor de mercado para uma mínima histórica por um breve período. A ação fechou em baixa de 10%.

“Como as autoridades não mostram sinais de hesitação em desalavancar o mercado imobiliário, as últimas manchetes sobre a Evergrande provavelmente sugerem que a atividade imobiliária pode se deteriorar ainda mais se o governo não fornecer um caminho claro para uma resolução futura”, disseram economistas do Goldman liderados por Hui Shan em relatório no domingo.

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