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Turbulência é capaz de derrubar um avião?

A turbulência é, provavelmente, a principal causa do medo que muitas pessoas têm ao viajar de avião. Para você, canaltecher que faz parte deste enorme grupo, preparamos um conteúdo especial para tentar acabar com seu pavor e esclarecer, de uma vez por todas, se este fenômeno é capaz de derrubar um avião.

Antes da resposta, porém, vale explicar, afinal, o que é uma turbulência. A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) define o fenômeno como “as trajetórias irregulares do fluxo de ar com velocidades instantâneas e flutuações aleatórias”. Isso provoca turbilhões no ar que, consequentemente, fazem o avião balançar.

Aviões menores tendem a sentir mais efeitos da turbulência (Imagem: Roland Wolfgang/Pixabay)
Aviões menores tendem a sentir mais efeitos da turbulência (Imagem: Roland Wolfgang/Pixabay)

A IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreos) é outro órgão que tem em seu site uma seção especialmente dedicada para falar sobre a turbulência, tamanha a preocupação que o assunto gera entre os viajantes. E, segundo a associação, existem três tipos de turbulência que um avião pode enfrentar.

  • Leve: pequenos tremores, às vezes imperceptíveis, e que costumam passar rapidamente;

  • Moderada: os líquidos chegam a cair dos copos e os passageiros sentem-se presos por conta do cinto de segurança. Podem demorar até 11 minutos;

  • Severa: objetos caem dos compartimentos de bagagem e os passageiros sentem uma pressão enorme do cinto ao serem “puxados para cima” (por isso a importância de mantê-los sempre corretamente afivelados e, com isso, não serem jogados contra o teto). O tempo médio de duração é de 7 minutos.

Causas da turbulência no avião

A turbulência pode ser comparada às marolas enfrentadas por quem viaja de barco e que acabam causando mal-estar e enjoo nos passageiros. A marola nada mais é do que as ondulações e redemoinhos provocados pelo barco ao passar pelo mar, e a turbulência não foge muito deste cenário.

A diferença é que o avião, como não está no mar, costuma enfrentar zonas de turbulência ao encarar condições climáticas adversas no voo, principalmente ao passar por nuvens carregadas de chuva. Mas o mau tempo não é a única causa de uma turbulência, e elas também podem acontecer mesmo com o céu limpo.

Alterações na pressão atmosférica e na temperatura, variações na velocidade do vento e outros fatores também podem causar turbulência, independentemente das condições climáticas e da hora do voo (sim, é mito que elas sejam mais comuns em voos noturnos).

Mau tempo durante o voo é uma das maiores causadoras de turbulência (Imagem: Ionuts Scripcaru/pixabay)
Mau tempo durante o voo é uma das maiores causadoras de turbulência (Imagem: Ionuts Scripcaru/pixabay)

As principais causas de uma turbulência, além do mau tempo e das demais já citadas, são as seguintes:

  • Tesoura de vento - Pode ser associada às pequenas frentes frias ou quentes, brisa marítima ou inversão térmica, e acontece quando há mudança de vento repentina. Além disso, se o avião estiver para pousar, ou seja, em velocidade menor, os efeitos são maiores;

  • Correntes de jato - São as populares turbulências de céu claro, também chamadas de Jet Stream, e não conseguem ser captadas nem mesmo pelos radares. Normalmente ocorrem em altitudes mais elevadas, no inverno e com ventos acima de 100 km/h;

  • Turbulência térmica - Como o próprio nome diz, é associada à diferença de temperatura conforme a altitude. Ocorre principalmente nos dias quentes, por conta das formações das nuvens de tempestade;

  • Turbulência mecânica - Ocorre quando um fluxo de ar é direcionado pelo relevo. Mais comum em áreas montanhosas, baixas altitudes e também centros urbanos. Os hangares podem causar o mesmo efeito, até mesmo com o avião parado;

  • Esteira de turbulência - Similar ao que citamos que ocorre nos barcos, a esteira de turbulência é o efeito causado pela mudança nos ventos que o avião causa ao passar por uma região. A diferença é que a esteira pode afetar o avião que passe pelo mesmo local logo na sequência, e é por isso que é recomendável haver distância entre as aeronaves.

Manter distância entre aeronaves é importante para evitar a esteira de turbulência (Imagem: Alan/Pixabay)
Manter distância entre aeronaves é importante para evitar a esteira de turbulência (Imagem: Alan/Pixabay)

Afinal, a turbulência pode derrubar um avião?

Chegou a hora da verdade, canaltechers. O momento de responder se uma turbulência, afinal, pode derrubar um avião. E por tudo o que você aprendeu a respeito do assunto se leu até aqui, já sabe que pode ficar tranquilo, pois a resposta é um sonoro “NÃO”.

Como bem definiu o piloto de avião Patrick Smith, fundador do site askthepilot.com (pergunte ao piloto, na tradução), “as turbulências são mais inconvenientes do que perigosas”. De acordo com o especialista, não há riscos de uma turbulência derrubar um avião, por mais severa que ela seja.

"O avião é feito para suportar uma alta carga de força e estresse, e uma turbulência forte o suficiente para causar de fato algum dano a aeronave é algo que nem o piloto mais experiente vai viver em sua vida".

Especialistas afirmam que tempestades causam turbulências, mas não oferecem perigo (Imagem: Abel Escobar/Pixabay)
Especialistas afirmam que tempestades causam turbulências, mas não oferecem perigo (Imagem: Abel Escobar/Pixabay)

A Abear também assegurou que o chacoalhar, apesar de causar incômodo e pavor, não é suficiente para derrubar uma aeronave. Segundo o órgão, “elas são projetadas para aguentar esse e outros tipos de fenômenos meteorológicos, como chuvas e relâmpagos”.

Turbulências que entraram na história

Apesar de não serem capazes de derrubar um avião, as turbulências já fizeram muita gente passar mal, e já causaram sustos que entraram para a história, ocupando espaços destacados em veículos de imprensa dentro e fora do Brasil.

Em outubro de 2021, um voo que deveria levar 1h30 entre Campinas e Presidente Prudente, cidades do interior de São Paulo, acabou durando o dobro do tempo, justamente por conta das turbulências. E não chegou ao destino original.

Os passageiros do voo AD5069, da Azul, relataram ter vivido “momentos de terror” em uma viagem que passou por tempestade, granizo e rajadas de vento. A solução encontrada pelo controle de voo foi desviar a rota e fazer o avião pousar em São José do Rio Preto, bem longe do destino original.

Trecho mostra região em que o voo da Azul encarou forte turbulência (Imagem: Reprodução/Flight Radar)
Trecho mostra região em que o voo da Azul encarou forte turbulência (Imagem: Reprodução/Flight Radar)

Anitta: susto eternizado

Em 2022 foram vários os casos em que turbulências ganharam as manchetes, mais por conta dos famosos que estavam nos aviões do que pelo perigo de o avião ser derrubado. A estrela pop internacional Miley Cyrus levou um susto quando viajava para Assunção, no Paraguai, em março, e o avião foi atingido por um raio, mas nenhuma complicação maior aconteceu.

Em dezembro foi a vez da cantora Anitta ter seu momento de pavor e recorrer às orações para se acalmar durante um voo que enfrentou uma forte turbulência. O momento foi registrado em um post no Instagram, mas nada de mal aconteceu com a artista.

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Turbulência já “causou” morte em voo

Há, porém, casos em que a turbulência não derruba o avião, mas contribui para que fatalidades aconteçam. Foi o que aconteceu em dezembro de 1997. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, um Boeing 747 da United Airlines que havia saído de Narita, no Japão, com destino a Honolulu, no Havaí, não teve um final feliz.

Duas horas após a decolagem, quando estava a 10 mil metros de altura, o avião enfrentou uma turbulência severa e teve uma queda brusca de cerca de 300 metros. Passageiros e tripulantes que não estavam com o cinto de segurança afivelado foram jogados contra o compartimento de bagagem e o teto da aeronave. Dezenas ficaram feridos e Konomi Kataura, de 32 anos, acabou morrendo.

Afivelar o cinto de segurança é fundamental para não se machucar durante uma turbulência (Imagem: Astakhovyaroslav/Envato/CC)
Afivelar o cinto de segurança é fundamental para não se machucar durante uma turbulência (Imagem: Astakhovyaroslav/Envato/CC)

Dicas para amenizar as turbulências

Se mesmo depois de ler todo o conteúdo explicando que a turbulência não é capaz de derrubar um avião você continua com medo de voar, não tem problema. Listaremos abaixo algumas dicas que podem evitar os efeitos desagradáveis deste fenômeno para, quem sabe, tornar sua próxima viagem um pouco mais tranquila.

  • Sente-se perto das asas: é nessa região que fica o centro de gravidade do avião e, por isso, a tendência é que os efeitos da turbulência sejam menores nos assentos dessas áreas;

  • Evite sentar-se na parte traseira: ao contrário do que ocorre nos assentos próximos às asas, os que ficam na parte traseira do avião tendem a sentir mais o balançar da aeronave em caso de turbulência;

  • Lembre-se de respirar: o exercício básico de inspirar fundo e depois expirar é cientificamente comprovado como calmante natural em situações de pânico. Pratique isso;

  • Distraia sua mente: ler um livro, ouvir música ou, simplesmente, conversar com outro passageiro pode tirar seu foco da turbulência e fazer com que ela passe mais rápido.

Fonte: Canaltech

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