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Tudo o que sabemos sobre a nova variante BA.4.6 da covid

Diante das estatísticas da covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já afirmou que a humanidade pode caminhar para o fim da pandemia, se continuar a investir em vacinas e na testagem. No entanto, o coronavírus SARS-CoV-2 continua a existir e, consequentemente, está em evolução. Nesse cenário, autoridades de saúde alertam para o surgimento de uma nova variante, a BA.4.6, que descende da Ômicron original.

No momento, a variante BA.4.6 já foi identificada em mais de 70 países, incluindo o Brasil. Apesar disso, os dados epidemiológicos apontam para a concentração de casos no Reino Unido e nos Estados Unidos. Até o momento, a cepa não foi identificada como um risco para a saúde pública, mas aparentemente deve ocupar o lugar da BA.4 e BA.5 — as variantes que ainda predominam no mundo.

Descendente d Ômicron, a nova variante BA.4.6 já foi identificada no Brasil (Imagem: Vladimirzotov/Envato Elements)
Descendente d Ômicron, a nova variante BA.4.6 já foi identificada no Brasil (Imagem: Vladimirzotov/Envato Elements)

De acordo com a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA), a variante BA.4.6 foi identificada em 3,3% das amostras da covid-19 entre os britânicos na semana passada. Agora, representa 9% dos casos sequenciados. Nos EUA, o movimento é similar, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Qual a origem da variante BA.4.6?

Até o momento, cientistas sabem apenas que a nova variante é uma descendente da BA.4 da Ômicron. "Não está totalmente claro como BA.4.6 surgiu, mas é possível que seja uma variante recombinante", explica Manal Mohammed, professora de microbiologia médica da Universidade de Westminster, no Reino Unido, em artigo para o site The Conversation.

Vale explicar que uma variante recombinante surge quando um agente infeccioso apresenta um pedaço de seu genoma provindo de uma linhagem parental e outro pedaço de outra linhagem distinta. Não se sabe qual outra cepa está envolvida no processo de formação da BA.4.6.

Mutações da nova variante podem representar uma ameça?

De forma geral, a BA.4.6 é semelhante à BA.4, mas uma mutação na proteína Spike (S) da membrana viral chama atenção. "Essa mutação R346T foi observada em outras variantes e está associada à evasão imunológica, o que significa que ela ajuda o vírus a escapar de anticorpos adquiridos por vacinação e infecção anterior", explica Mohammed.

Cientistas estudam a variante BA.4.6 para saber esta pode ser uma ameça para a saúde pública (Imagem: Threetails05/Envato)
Cientistas estudam a variante BA.4.6 para saber esta pode ser uma ameça para a saúde pública (Imagem: Threetails05/Envato)

Por outro lado, "as infecções pela Ômicron, geralmente, causam doenças menos graves e vimos menos mortes com Ômicron do que com variantes anteriores. Esperamos que isso se aplique a BA.4.6 também", acrescenta. Até o momento, não há relatos de casos graves associados com a nova variante da covid-19.

A BA.4.6 é mais transmissível que as outras variantes?

Como descendente da Ômicron, é provável que a BA.4.6 seja mais transmissível que outras cepas da covid-19, como a Beta (B.1.351) e a Gama (P.1). Neste momento, "a BA.4.6 parece ser ainda melhor em evadir o sistema imunológico que BA.5", mas estas são apenas informações preliminares e que precisam ser melhor investigadas, segundo Mohammed.

De acordo com as autoridades de saúde britânicas, a BA.4.6 se replica mais rapidamente nos estágios iniciais da infecção. Além disso, a cepa apresenta uma taxa de crescimento mais alta do que BA.5 no atual cenário epidemiológico britânico.

O que sabemos sobre a eficácia das vacinas?

Vacinas continuam a ser melhor opção para evitar casos graves da covid, independente das novas variantes (Imagem: Rthanuthattaphong/Envato)
Vacinas continuam a ser melhor opção para evitar casos graves da covid, independente das novas variantes (Imagem: Rthanuthattaphong/Envato)

Em testes de laboratório, três doses da fórmula original da vacina da Pfizer produziram uma taxa menor de anticorpos contra a BA.4.6, quando a mesma taxa é comparada após exposição à BA.4 ou à BA.5. Aqui, é importante destacar que a imunidade do organismo não é constituída apenas por anticorpos, ou seja, outros fatores não foram medidos pelo levantamento preliminar. Eles ainda não foram avaliados.

No atual cenário, a professora ainda lembra que "a capacidade da BA.4.6 de evadir a imunidade pode, no entanto, ser limitada, até certo ponto, pelos novos reforços bivalentes, que visam especificamente a Ômicron". Isso porque, no Reino Unido, doses atualizadas da vacina da Pfizer devem ser aplicadas, em breve, na população, o que pode melhorar a proteção geral contra nova variante da covid-19.

Apesar das incertezas, já que a maioria dos estudos ainda está em andamento, "a vacinação continua a oferecer boa proteção contra doenças graves e ainda é a melhor arma que temos para combater a covid", completa a especialista.

Fonte: Canaltech

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