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TSE firma acordo com WhatsApp para combater mensagens em massa na eleição

Isadora Peron
·3 minutos de leitura

Segundo Luís Roberto Barroso, a principal preocupação da Justiça Eleitoral é combater a desinformação sem que isso se transforme em controle de conteúdo O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, formalizou hoje uma parceria com o Facebook, Instagram e WhatsApp para combater a disseminação de “fake news” durante as eleições deste ano. Segundo Barroso, a principal preocupação da Justiça Eleitoral é combater a desinformação sem que isso se transforme em controle de conteúdo. Para ele, as parcerias firmadas permitem “enfrentar esse mal sem criar um novo mal, a censura”. “Devemos transformar a revolução tecnológica em favor do bem e termos mecanismos para neutralizar o mal. Estamos procurando eliminar essa circulação do mal, das notícias falsas, das manifestações de ódio, das campanhas de desinformação, sem controle de conteúdo. Só por exceção se fará controle de conteúdo”, disse. O presidente do TSE destacou que o principal objetivo é enfrentar os chamados comportamentos inautênticos, coordenados, com a participação de robôs, que podem influenciar o debate de maneira artificial. Um dos pontos da pareceria com o WhatsApp é a criação de um canal de comunicação para que as pessoas denunciem contas suspeitas de realizarem disparos em massa. Recebidas as denúncias, a plataforma se compromete a realizar uma apuração interna para verificar se as contas indicadas violaram as políticas do aplicativo e, se for o caso, bani-las. Para isso, foi criado um formulário de denúncias que ficará no site do TSE e que será enviado para o aplicativo para checar as ocorrências de disparo em massa. O representante do WhatsApp na reunião, Dario Durigan, disse que a empresa tem atuado para derrubar anúncios on-line de empresas que oferecem serviços ilícitos, inclusive apresentando ações na Justiça. “Sabemos que existem empresas que oferecem aos partidos e candidatos serviços ilegais de disparo em massa, por isso o WhatsApp solicita aos candidatos que rejeitem essas propostas e façam as devidas comunicações às autoridades”, disse. Ele também afirmou que o canal de colaboração do WhatsApp com a Justiça Eleitoral ajudará no recebimento dessas reclamações e na tomada de medidas. “O WhatsApp banirá contas que fizerem o disparo automatizados e massivos de mensagem”, afirmou. Segundo Durigan, o WhatsApp atuará “incansavelmente para manter a integridade da sua plataforma, a segurança de seus usuários e higidez das eleições. “Trata-se de uma colaboração única que deve ser vista como mais um passo na direção correta e importante no combate à desinformação. O WhatsApp tem muito orgulho de firmar essa parceria histórica com o TSE”, disse. Canal oficial do TSE Em uma pareceria inédita em todo o mundo, o TSE também criou um canal oficial para divulgar dados oficiais sobre o processo eleitoral e a votação. Para ter acesso às informações, basta adicionar o número +55 61 9637-1078. Também foram criadas figurinhas (stickers) sobre a temática eleitoral para utilização no aplicativo. Já no Facebook, foi criada a ferramenta “Megafone” para divulgação, nos dias anteriores à eleição, de mensagens sobre o pleito, especialmente acerca da organização e das medidas de segurança sanitária no dia da votação. Pixabay