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100% das urnas apuradas: Lula teve 2,1 milhões de votos a mais que Bolsonaro

Após vitória consumada nas urnas, Lula discursou na Avenida Paulista ao lado de aliados - Foto: Mauro Horita/Getty Images
Após vitória consumada nas urnas, Lula discursou na Avenida Paulista ao lado de aliados - Foto: Mauro Horita/Getty Images

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu a totalização de todos os votos do segundo turno das Eleições Gerais 2022 no começo da madrugada desta segunda-feira (31).

Com 100% das urnas apuradas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi eleito pela maioria dos votos. O petista derrotou nas urnas Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (30) alcançando 50,90% dos votos ante 49,10% do adversário, o equivalente a 60,3 milhões de votos contra 58,2 milhões, respectivamente.

O resultado foi o mais apertado na história do Brasil, com uma diferença entre os candidatos de 2,1 milhões de votos.

Apesar de a apuração ter sido concluída somente na madrugada desta segunda, a vitória de Lula foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando havia 98% das urnas apuradas, às 19h57. Àquela altura, ele tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17%.

Os dois candidatos que disputaram a presidência neste domingo estiveram na frente da disputa em momentos diferentes da apuração. Presidente eleito, Lula (PT) ultrapassou Jair Bolsonaro (PL) às 18h44 e alargou a diferença desde então.

No início da apuração, por exemplo, nos 7 primeiros minutos, quando o percentual de votos era menor que 1%, Lula ficou na frente da disputa, mas perdeu o posto às 17h07. Bolsonaro, então, passou mais de uma hora liderando.

Após a disputa mais acirrada desde a redemocratização, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente.

Eleito em 2002 e reeleito em 2006, Lula comandará o país pela terceira vez. Com 77 anos, será o presidente mais velho a assumir o cargo. O novo vice-presidente será o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB).

O atual presidente, Jair Bolsonaro é o primeiro a fracassar na busca por ser reconduzido ao posto desde a redemocratização.

Horas depois de encerrada a apuração nesse domingo (30), quando Lula já havia recebido congratulações de chefes de outras nações pela eleição, Bolsonaro ainda se mantinha calado. Nem o mandatário nem os filhos tinham se posicionado pelas redes.